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Ceres reestrutura operação brasileira e prioriza cana transgênica


Agência Estado - 24 jun 2015 - 08:38

A Ceres Brasil confirmou nesta terça-feira, 23, que a reestruturação iniciada pela matriz da companhia de sementes e de biotecnologia agrícola com sede nos Estados Unidos atinge as operações brasileiras, com um corte já feito de 35% da força de trabalho, ou 14 dos cerca de 40 funcionários da empresa no País. Segundo o comunicado divulgado hoje, as demissões ocorreram em funções administrativas, operacionais, fabris e de funcionários de apoio nos estados brasileiros. Incluindo as ações já tomadas, a redução de custos será de US$ 600 mil nos próximos meses e os custos globais com toda a reestruturação operacional devem cair entre US$ 6 milhões e US$ 8 milhões a partir de setembro.

No País há quatro anos, a companhia liga a reestruturação ao cenário negativo da economia e aos impactos da crise do setor sucroenergético nos clientes da empresa. No Brasil a Ceres comercializa variedades de sorgo para a produção de etanol e de bioenergia. "Dado o clima econômico no Brasil e o horizonte de tempo necessário para trazer o nosso melhor desempenho de híbridos de sorgo para o mercado, acreditamos que o melhor caminho a seguir é trabalhar com um grupo mais focado de companhias processadoras bem capitalizadas", informou Paul Kuc, diretor financeiro da Ceres em comunicado.

Com um mercado mais restrito para o sorgo, a Ceres informou que irá priorizar a pesquisa e o desenvolvimento de variedades transgênicas de cana-de-açúcar no País. "Nossos avanços em biotecnologia de cana e resultados de ensaios de campo convincentes estão fazendo o setor sucroenergético brasileiro um recurso mais atraente de capital", explicou Kuc. Apesar de seguir com o sorgo e com as pesquisas de cana, a Ceres deixará de ter foco principal da companhia nas chamadas culturas energéticas e atuará também nos mercados de alimentação humana e animal.

O comunicado informa ainda que a companhia vai avaliar alternativas para o financiamento de suas operações e considera como opções títulos de dívidas pública ou privada, financiamento de capital, programas do governo ou até mesmo a venda de propriedade intelectual, tecnologias e outros ativos.

Gustavo Porto


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