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Ceres lançará novas variedades de sorgo na safra 2014/15


Ceres - 16 set 2014 - 08:38

A inevitável redução da oferta de cana-de-açúcar na safra 2015/16, consequência da queda na produtividade já esperada na safra que está em andamento, decorrente da seca na região Centro-Sul, abre oportunidade para um novo avanço na adoção das cultivares de sorgo, acredita a Ceres Sementes do Brasil.

Sorgo sacarino é utilizado para a produção de etanol e geração de energia a partir do bagaço, enquanto o sorgo de alta biomassa destina-se a combustão, geração de calor e de energia elétrica.

A expectativa positiva em relação ao potencial da cultura de sorgo é manifestada pelo gerente geral da Ceres Sementes do Brasil, André Franco, e está respaldada ainda na provável antecipação do encerramento do ciclo 2014/15 da cana-de-açúcar, previsto por especialistas e entidades do setor para ocorrer em outubro.

Normalmente, as usinas encerram a colheita entre os meses de novembro e dezembro. Para o executivo, há ainda perspectivas de avanço para a cultura do sorgo junto ao setor de geração de energia elétrica, também afetado pela seca.

“O sorgo é capaz de suprir as empresas com matéria-prima até a retomada do ciclo da cana-de-açúcar, bem como gerar bagaço para geração e exportação de energia elétrica para a rede. O emprego do sorgo será um meio de as empresas compensarem em parte a perda de produtividade da cana, com mais produção de etanol e mais biomassa”, explica Franco.

Franco anuncia que a Ceres Sementes lançará este mês 3 novas cultivares, sendo duas de sorgo de alta biomassa e uma de sorgo sacarino. Todas resultam de programas de melhoramento genético realizados no Brasil e vislumbram saltos no desempenho agronômico da cultura.

O sorgo de alta biomassa, complementa Franco, pode ser empregado tanto na geração de energia elétrica como geração de calor ou, ainda, na fabricação de etanol celulósico. Tem sido aproveitado com bons resultados, também, em diferentes setores produtivos que se valem de biomassas como fonte de energia, incluindo as indústrias alimentícia e citrícola, os frigoríficos e processadores de grãos.

O terceiro lançamento da Ceres com vistas à safra de sorgo 14/15, que começa em novembro próximo, é o híbrido de sorgo sacarino.

Trata-se de uma nova opção às empresas que vinham cultivando a variedade BRS 511, licenciada pela Embrapa com exclusividade para a Ceres, com a finalidade de ampliar a produção do etanol na entressafra da cana. Versáteis, os produtos podem ser utilizados ainda como fonte de biomassa, uma vez que seu bagaço conta com capacidade energética compatível às necessidades das usinas e indústrias.

André Franco reforça que o ciclo produtivo do sorgo alta biomassa e do sorgo sacarino ocorre entre os meses de novembro e maio e enfatiza: “os mesmos equipamentos empregados na colheita, moagem e no processamento da cana-de-açúcar servem ao do sorgo sacarino, sem necessidade de adaptações e foram testados industrialmente. Para o sorgo alta biomassa a colheita é feita com forrageira, aumentando a produtividade e trazendo benefícios quanto ao poder calorífico do sorgo, com 1.800 kcal/kg e baixos níveis de impurezas minerais” conclui.

Safra 2013/14: indicadores e resultados do sorgo

A Ceres concluiu nos últimos dias o levantamento do período 13/14 realizado em lavouras cultivadas com seus híbridos de sorgo de alta biomassa e sorgo sacarino.

Os números divulgados hoje atestam que o híbrido de sorgo de alta biomassa CB7520 apresentou resultados e desempenho que reforçam sua atratividade junto ao mercado consumidor de bagaço de cana e outros tipos de biomassa.

O poder calorífico do híbrido, informa a empresa, superou o da cana-de-açúcar em testes comparativos. Já a produtividade média desse híbrido apurada variou de 26 a 32 toneladas/ha com 50% de umidade, dependendo da regional, chegando a até 44 toneladas por hectare com 50% de umidade.

O estudo mostra ainda que o custo total de produção do CB7520 está situado entre R$65 e R$85 por tonelada a 50% de umidade entregue na Usina (CIF), considerando distância de 20km. O poder calorífico útil (PUI) medido, a 50% de umidade, atingiu o significativo patamar de 1829 Kcal/Kg.

“A vantagem competitiva do sorgo de alta biomassa é confirmada a cada safra”, reforça André Franco. “A linha de produtos de sorgo alta biomassa Blade® é uma realidade e apresenta ganho genético a cada ano. Seu uso pode ser feito em todos os tipos de caldeiras, respeitando as características técnicas do produto e pequenos ajustes básicos, podendo também ser misturado à demais tipos de biomassa”, exemplifica o executivo.

Resultados Sacarino

No tocante aos híbridos de sorgo sacarino avaliados pela Ceres, a empresa frisa que todos registraram saltos de produtividade, em litros por hectare, a exemplo do que vinha ocorrendo nos anos anteriores.

A produção de etanol por hectare plantado atingiu até 3,9 mil litros/ha, e apresentou entrega média de 2,9 aos 3,3 mil litros/há, dependendo da regional.

André Franco afirma que a produção mínima de sorgo deve ser estimada em mínimo de 5 dias de moagem e ser processado em no máximo 24 horas após a colheita.

“Temos aumentado a produtividade média em torno de 30% a cada safra. A curva de aprendizado reduz-se ano após ano e o potencial de crescimento e melhoramento da cultura nos próximos anos é real e mensurável, uma grande oportunidade para as empresas que querem sair na frente do desenvolvimento e também equilibrar a produção de etanol em meio à crise do setor”, complementa Franco.

No ano passado, mais de 50 unidades aderiram à tecnologia da Ceres. A expectativa da empresa é obter um salto significativo no número de clientes ativos durante a safra de sorgo 2014/15.


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