2ª Geração

Química e biorrefinaria animam Pöyry no Brasil


Valor Econômico - 11 jul 2014 - 08:27 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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Fonseca, diretor da Pöyry está no projeto de etanol celulósico do CTC

Um levantamento realizado pela Pöyry, multinacional de origem finlandesa que presta serviços de engenharia e consultoria, indica que o setor de químicos e de biorrefinarias pode movimentar cerca de € 500 milhões por ano em contratos de engenharia consultiva no país. Esse faturamento estimado leva em conta os investimentos anunciados ou planejados por sete diferentes indústrias, que envolvem algum tipo de processo químico, entre 2014 e 2016, com exceção de celulose e papel e mineração, que são atendidas por áreas específicas da Pöyry.

"A partir do 'capex' das empresas, conseguimos estimar qual é a parcela para os serviços de engenharia. Em geral, em químicos e biorrefinaria, os investimentos se concentram na faixa de € 25 milhões a € 50 milhões, com um ou outro projetos acima desse valor", explicou o diretor dessa área na Pöyry, Fabio Fonseca.

De olho nesse potencial, a multinacional estruturou no país, em outubro, uma área específica para atendimento desse setor, que compreende as indústrias alimentícia, de cosméticos, de tintas e vernizes, de agroquímicos, entre outras. Neste momento, há mais de 15 propostas na carteira de projetos da área, que até o fim de 2015 poderá se igualar ao segmento de mineração em peso no faturamento da Pöyry no Brasil - o principal negócio é o de celulose e papel.

O segmento de química, segundo Fonseca, reúne o maior potencial de negócios para a área de engenharia consultiva, com cerca de € 2 bilhões em investimentos programados até 2016 e € 200 milhões em possíveis contratos. Apesar da estatística, o setor não desperta otimismo imediato, lembrou o executivo, sobretudo se considerados os dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) que mostram queda na produção de 7% no até maio.

"Há intenção de investir, mas projetos têm sido postergados", ponderou Fonseca. Já as indústrias de agroquímicos, cosméticos e tintas e vernizes representam um potencial de € 140 milhões em engenharia consultiva - a maior parte está concentrada em cosméticos.

Em alimentos e bebidas, cujo potencial é de € 80 milhões para engenharia consultiva, também há perspectiva de execução de muitos projetos. Porém, alguns planos ainda estão no papel diante da incerteza quanto aos rumos da economia.

Em biorrefinarias, área em que a Pöyry já teve como clientes a Raízen e agora participa de um projeto com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para produção de 3 milhões de litros por ano de etanol de segunda geração, há potencial de € 25 milhões por ano.

Stella Fontes