2ª Geração

Etanol 2G precisa ganhar escala e não deve ser tábua de salvação, defende Nastari


Agência Estado - 10 nov 2015 - 10:14

Uma das promessas energéticas já viabilizadas no País, com a produção migrando dos centros de pesquisa para as usinas, o etanol de segunda geração (2G), feito a partir da palha ou do bagaço da cana, "precisa ganhar escala" antes de se tornar uma realidade para o setor sucroenergético no futuro. A avaliação é do presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari. "Isso vai acontecer no futuro. Não podemos, ainda, transformar o 2G em tábua de salvação", disse.

Para o curto prazo, Nastari engrossa o coro de analistas e produtores ouvidos pelo Broadcast Agro nesta reportagem especial dos 40 anos do Programa Nacional do Álcool (Proálcool): avalia que o setor sucroenergético precisa, como meta para as próximas quatro décadas, de uma regulação de mercado. "Até hoje não se sabe qual é o nível correto da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) cobrada sobre a gasolina. Não se sabe se o preço da gasolina na refinaria vai seguir os valores internacionais. Não há nenhuma segurança", disse ele, se referindo ao combustível de petróleo que baliza o consumo do álcool.

Nastari enfatiza que a retomada de níveis recordes de consumo de etanol neste ano ocorre por causa dos preços mais atrativos que os da gasolina e não pode ser tratada como uma tendência na utilização do combustível renovável, menos poluente. Ele lembra que os preços menos remuneradores do açúcar fizeram as usinas priorizarem a produção de etanol. "Quando o mercado de açúcar se recuperar, a proporção de cana destinada a etanol e à bioeletricidade vai cair", afirmou.


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail



x