O ano de 2016 deveria ser um marco para a indústria de etanol celulósico no Brasil. Quando as primeiras usinas começaram a ser construídas no País, alguns anos atrás, vivia-se um momento de euforia em torno do biocombustível.

Jorge Mariano - novaCana.com 01 mar 2016 - 10:02 - Última atualização em: 01 mar 2016 - 15:02

As expectativas eram enormes: Granbio com duas usinas até este ano, Raízen projetando bilhões em investimentos para ampliar a produção de 2G, Odebrecht operando até o fim do ano e Abengoa também entrando na disputa. Até os Estados Unidos acreditavam no nosso potencial, com a USDA prevendo cinco usinas em funcionamento até 2016. O resultado? Nenhuma das visões foi concretizada.

Além disso, outras questões assombram o setor: não se sabe se há produção mínima saindo das duas usinas brasileiras (as empresas fazem silêncio sobre estes números), faltam políticas públicas para fomentar a indústria e especialistas sobre o assunto acreditam que os problemas vão muito além pré-tratamento, principal argumento das indústrias para explicar o lento avanço do 2G nacional.

Ainda distantes da escala comercial, apenas Granbio, em Alagoas, e Raízen, em São Paulo, têm usinas de etanol celulósico em funcionamento no Brasil.

Ambas dizem que o principal entrave é o pré-tratamento mas falam em bons resultados nas partes de hidrólise e fermentação. No entanto, a realidade é bem mais complicada.

A questão do pré-tratamento já havia sido evidenciada em reportagens anteriores, porém, o portal novaCana descobriu que os problemas são ainda maiores. Diz muito sobre o tamanho das dificuldades o fato da Novozymes, que até janeiro deste ano acreditava que 2020 seria o ano da virada, já não saber mais quando o etanol celulósico vai entrar em uma nova fase.


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