2ª Geração

BNDESPar paga R$ 600 milhões por 15% da GraalBio


Valor Econômico - 21 jan 2013 - 16:17 - Última atualização em: 22 jan 2013 - 08:50

O braço de participações do BNDES, BNDESPar, será sócio da GraalBio, empresa criada em junho de 2011 pelos empresários Bernardo e Miguel Gradin para a produção de biocombustíveis e bioquímicos. O banco comprou 15% de participação na companhia, no valor de R$ 600 milhões, informou Bernardo Gradin, presidente do grupo Graal.

A empresa dos Gradin foi avaliada pelo mercado em R$ 4 bilhões, considerando o aporte de R$ 600 milhões do BNDES. Com o negócio, o BNDES terá uma vaga no conselho de administração da companhia.

A informação do negócio foi antecipada pelo ValoPRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, no início da manhã desta segunda-feira.

O aporte do BNDESPar irá ajudar a GraalBio a cumprir o plano de investimentos de cerca de R$ 4 bilhões em biocombustíveis e bioquímicos nos próximos sete anos.

A meta da companhia é chegar em 2020 com 1 bilhão de litros de etanol de segunda geração, voltados preferencialmente para o mercado doméstico. Os recursos do BNDES serão desembolsados nos próximos anos, à medida que o projeto da companhia evolui.

O plano da empresa é ter quatro usinas de etanol de segunda geração, duas unidades bioquímicas e duas biorrefinarias flexíveis, que podem produzir tanto etanol de segunda geração como bioquímicos, voltados para as industrias químicas.

A primeira usina de segunda geração da companhia entrará em operação no inicio de 2014 em Alagoas. Essa planta recebeu investimentos de R$ 350 milhões. O biocombustível será produzido a partir da palha e bagaço de cana. A produção de etanol estimada para essa unidade é 82 milhões de litros de álcool por ano.

Tecnologia
Para viabilizar o projeto de etanol de segunda geração no Brasil, os Gradin firmaram acordo  com a Beta Renewables, joint venture entre a Chemtex, braço da companhia química italiana Mossi & Ghisolfi (M&G) e o fundo TPG.

Os Gradin fecharam parceria com a Beta para usar a tecnologia Proesa, que produz esse tipo de etanol, e firmou contratos com outros grupos, como a Novozymes para o fornecimento de enzimas e DSM, que providenciará as leveduras geneticamente modificadas no processo de produção do álcool.

Para Julio Raimundo, diretor do BNDES, esse projeto é considerado importante para o país e poderá colocar o Brasil no pioneirismo em bioquímicos.

Monica Scaramuzzo


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail