Aliado ao manejo adequado do solo e à seleção das mudas para o plantio, fungicida ajuda no desenvolvimento da planta e traz maior produtividade, resistência às variações do clima e ganho em crescimento e biomassa

BASF 01 fev 2021 - 13:55

O ano de 2020 trouxe desafios para a safra de cana-de-açúcar. A região Centro-Sul passou pela maior seca dos últimos 20 anos, com altas temperaturas e uma menor incidência de chuvas ou com precipitações tardias. Assim, a projeção é que a temporada 2021/22, que inicia em abril, tenha uma menor oferta da matéria-prima.

A cana, como qualquer outra cultura semiperene – que permanece no campo durante o ano todo –, está sujeita a maiores riscos decorrentes de condições climáticas adversas. Se as temperaturas são altas e as chuvas escassas, a tendência é que a planta não atinja seu potencial máximo e tenha alguns problemas, como o aumento desordenado do perfilhamento (causado por problemas no aparato fisiológico), a diminuição dos entrenós, colmos menores e menos açúcar (sacarose).

“A planta começa entender que está em uma situação de estresse hídrico, então, há uma diminuição da absorção do açúcar. Como resposta, ela aumenta o perfilhamento e, ao invés da energia ir para o colmo, ela vai para o crescimento”, relata o pesquisador da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Antonio Chalfun Junior.

Isso significa que a planta passa a dedicar suas energias a permanecer viva, o que gera um impacto em sua produtividade e no seu desenvolvimento de fora geral. “A planta compensa a falta de carbono e perfilha, os entrenós diminuem, a cana fica menor, com mais folhagem e a qualidade do açúcar é inferior”, detalha.

Como não é possível controlar o clima, há outros fatores que podem ajudar o canavial, aumentando a rentabilidade na safra. Um estudo do Laboratório de Fisiologia Molecular de Plantas (LFMP) da UFLA mostra que um tipo específico de fungicida – o Opera, produzido pela BASF – ajuda a planta a se desenvolver mesmo em situações de estresse.

Há oito anos, Chalfun Junior atua como pesquisador e professor do departamento de Biologia da UFLA, estudando o uso de fungicidas para a melhoria da produção. Segundo ele, em áreas das regiões Norte-Nordeste e Centro-Sul onde foi feita a aplicação do fungicida Opera houve, em média, um ganho de 12,6 toneladas por hectare de produtividade em comparação com locais que não receberam as aplicações. Considerando o desempenho médio dos canaviais, isto representa aumento de 10% a 15% na produtividade.

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A partir de dados disponibilizados pela companhia, é possível perceber como o aumento no rendimento pode variar de acordo com a região e a variedade de cana. Entre 2017 e 2019, por exemplo, a variedade RB966928 – uma das mais plantadas no Brasil, segundo o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) – registrou um ganho médio de 13,6 t/ha.

No período, foi acompanhado seu desenvolvimento em 10 áreas, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ainda de acordo com os números da BASF, o avanço no rendimento proporcionou uma receita adicional média de R$ 1.210/ha aos produtores.

Para entender melhor o impacto do produto em diferentes regiões e variedades de cana, navegue pelo gráfico interativo abaixo.

Pilar para produtividade

Vários fatores interferem na produtividade de um canavial, de acordo com o técnico em desenvolvimento de mercado da BASF, Rafael Factor Feliciano. Ainda assim, ele aponta que tudo começa pelo plantio, que será base para cinco ou seis anos da plantação.

“É preciso investir na base do canavial, em uma série de atividades que antecedem e vão impactar a produtividade”, aponta Feliciano. “Entre elas, eliminar corretamente a cultura anterior; fazer a correção do solo, avaliando os níveis de nutrientes para determinar quando e qual corretivo ou fertilizante utilizar; escolher mudas sadias (sem doenças sistêmicas) e de identidade genética reconhecida; e fazer todos os tratos culturais no momento adequado e com as doses recomendadas”.

“Falhas na tomada de decisão no momento do plantio podem fazer com que a cana-de-açúcar não expresse o seu máximo potencial produtivo, impactando diretamente na longevidade dos canaviais”, Rafael Factor Feliciano (BASF)

Depois do plantio, é difícil corrigir problemas como falhas, pragas de solos ou plantas daninhas perenes, como a grama-seda. Por isso, o primeiro ponto para garantir que o canavial tenha uma boa rentabilidade é o manejo adequado desde o início. Outro pilar importante para potencializar a produtividade de uma área é o uso de fungicida.

“A produtividade da cana-de-açúcar, como sabemos, é dependente de diversos fatores que tem relação direta entre si. Assim sendo, o fungicida Opera, representa um pilar importante, que pode aumentar a produtividade e a sanidade do canavial, proporcionando maior rentabilidade ao agricultor”, defende o técnico da BASF.

Entender para crescer

O pesquisador Chalfun Junior explica que o fungicida atua na fisiologia da cana. Assim, além de fazer o controle de doenças causadas pelos fungos, o produto interage com a planta e desencadeia efeitos positivos: crescimento em altura, aumento da espessura de colmo e maior quantidade de sacarose.

“Se as condições de clima são ideais, a planta cresce e se desenvolve; se as condições são deficitárias, ele [o fungicida] atua nos níveis de crescimento e desenvolvimento da planta”, afirma. “O produto não tem apenas uma ação fúngica, é algo muito promissor, pois potencializa o rendimento, acúmulo de biomassa e sacarose e favorece ganhos de produtividade”.

As pesquisas realizadas mostraram os primeiros resultados em até 150 dias depois da aplicação. Em nível de análise celular, depois de 24 horas, o experimento já mostra uma melhor translocação do açúcar da folha para os colmos. Em nível visual, entre 40 e 60 dias, é possível ver os resultados da aplicação: o esverdeamento das folhas.

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Além disso, os pesquisadores investigam a forma como o fungicida atua no mecanismo respiratório da planta, buscando formas alternativas para geração de energia. “As análises mostraram que a planta cresceu em tamanho e, também, na qualidade do açúcar. Seguindo as orientações técnicas, o manejo adequado e a aplicação no período certo, na dose ideal, o rendimento acontece”, garante o pesquisador.

Ainda segundo ele, a recomendação é utilizar o produto em estações mais chuvosas, como o verão. “Como as chuvas vieram atrasadas, se você aplica em épocas muito secas, é como se você estivesse desidratando a planta. O ideal é você aproveitar o melhor momento de desenvolvimento para o produto render mais”, aponta Chalfun.

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A BASF, fabricante do Opera, recomenda a realização de duas aplicações na dose de um litro por hectare, com intervalos de 30 dias entre elas. Além disso, um técnico pode avaliar as condições do canavial para que a aplicação aconteça no tempo certo para cada área.

Sobre a divisão de soluções para agricultura da BASF

Com uma população em rápido crescimento, o mundo está cada vez mais dependente da capacidade de desenvolver e manter uma agricultura sustentável e ambientes saudáveis. Trabalhando com agricultores, profissionais agrícolas, especialistas em gestão de pragas e outros, a BASF acredita que é seu papel ajudar a tornar isso possível. É por isso que a companhia investiu em uma forte estrutura pesquisa e desenvolvimento e em um amplo portfólio, incluindo sementes e melhoramento genético, proteção química e biológica de cultivos, manejo do solo, fitossanidade, controle de pragas e agricultura digital.

Com equipes de especialistas em laboratório, campo, escritório e produção, a BASF procura conectar pensamento inovador e ação realista para criar ideias do mundo real que funcionam – para agricultores, sociedade e o planeta. Em 2019, a divisão gerou vendas de € 7,8 bilhões.

Para mais informações, visite www.agriculture.basf.com ou qualquer um dos canais de mídia social da companhia.

Sobre a BASF

O Grupo BASF conta com aproximadamente 117 mil colaboradores, que trabalham para contribuir com o sucesso dos clientes da companhia em quase todos os setores e países do mundo. Seu portfólio é organizado em seis segmentos: químicos, materiais, soluções industriais, tecnologias de superfície, nutrição e care e soluções para agricultura.

A BASF registrou vendas de € 59 bilhões em 2019. As ações da BASF são comercializadas na bolsa de valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.basf.com.

Conteúdo patrocinado por BASF – novaCana.com

Texto: Poliane Brito
Infográficos: Lais Mizuta
Infográfico interativo: Thiago Nascimento