Ações preventivas e corretivas impedem que unidades sofram com desligamentos forçados, como o registrado por unidade do interior paulista após retrofit de caldeira

CPFL Soluções 01 set 2022 - 12:15

O ano de 2022 já é um marco para a cogeração e, consequentemente, para a indústria canavieira que lidera esta produção de energia. Em julho, a geração comercial ultrapassou a marca de 20 GW instalados, confirmando estimativas da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen). Apesar da considerável queda de 10% na produção de energia pela cogeração do bagaço de cana em 2021, consequência de uma quebra de safra, as perspectivas de ganhos e de investimentos de longo prazo não arrefeceram.

Desde o ano passado, várias sucroenergéticas vem ampliando a infraestrutura para cogeração. Entre elas há empresas comprometidas com contratos de fornecimento de energia de longo prazo, como é o caso da líder do mercado, Raízen, que está investindo R$ 150 milhões na construção de uma nova planta de cogeração; do grupo Aroeira, que garantiu um aporte de R$ 145 milhões para a área; e da Açucareira Quatá, do grupo Zilor, que tem um projeto de R$ 227 milhões, todas vencedoras de leilões de energia realizados em 2021.

Na medida em que cresce a importância estratégica da cogeração no portfólio das usinas, também aumenta o nível de atenção sobre estes ativos. Ou assim deveria ser. Segundo o gerente de aplicação de eficiência energética e geração distribuída da CPFL, Alvaro Fernandes Neto, a manutenção preventiva da infraestrutura elétrica das usinas pode garantir maior segurança energética, melhorar a vida útil dos equipamentos e evitar paradas inesperadas, que são altamente dispendiosas já que afetam a produção.

cogeracao 2021 perfil 030822

Dentro das usinas de cana, a CPFL Soluções atua na conexão entre geração, distribuição e transmissão de energia, garantindo a manutenção e modernização da infraestrutura elétrica que contempla subestações, linhas de transmissão, redes de distribuição e cabines de medição. “Nós atuamos no meio do caminho. Então, imagine que existe a fonte de geração do cliente, a subestação e a conexão com a rede da distribuidora ou transmissora. Nós atuamos diretamente na subestação, ou seja, no elo entre a fonte de geração e o despacho da energia”, esclarece Fernandes Neto.

O período preferencial das usinas para os serviços de manutenção é a entressafra, quando a operação está parada. Essa previsibilidade do setor de cana é conveniente à manutenção preventiva, que reduz a probabilidade de falhas em equipamentos durante a safra, minimizando o risco de paradas indesejadas, além de quebras e depreciação dos equipamentos.

“Se você conservar o equipamento da forma adequada, ele vai ter uma vida útil longa. Existem subestações com transformadores e equipamentos que têm trinta anos de operação. Com o planejamento adequado e a manutenção correta, a vida útil pode ser muito superior”, observa.

cpfl 100822 subestacao
Na subestação, isoladores são ponto focal de manutenção

Pó de bagaço e fuligem podem parar a produção

Porém, alguns problemas se apresentam no dia a dia da operação. Os desdobramentos inesperados podem ocorrer até mesmo em virtude de melhorias adotadas pelas sucroenergéticas: foi o que aconteceu com uma grande usina do estado de São Paulo, cliente da CPFL Soluções. A unidade passou a enfrentar dificuldades após a troca de uma caldeira, quando o aumento da capacidade de geração de vapor causou um inesperado efeito colateral.

“Eles trocaram a caldeira e estavam gerando mais resíduo e, pelo período do ano, o vento direcionava toda a fuligem nos isoladores, o que ocasionou constantes interrupções na linha de transmissão” explica o gerente.

O acúmulo de partículas indesejadas em infraestruturas elétricas é um ponto de atenção e pode ocorrer também em outros segmentos. Um exemplo comum é a presença de areia e sal, quando em proximidade ao litoral. Já no setor de cana, tanto a fuligem como as partículas do bagaço podem ser carregadas pelo vento e prejudicar o funcionamento do sistema elétrico.

“Quando a área de depósito da biomassa fica próxima da subestação e o vento predominante está nesta direção, todo aquele pó vai para a subestação e isso acaba impactando no isolamento das estruturas”, ilustra.

Na usina cliente, a equipe técnica da CPFL Soluções foi chamada para prestar assistência emergencial por cinco vezes em um intervalo de apenas três meses. O gerente detalha a intervenção: “A fuligem ocasionou impurezas nos isoladores, provocando algumas interrupções na linha, pontos quentes e efeito corona. Fomos acionados várias vezes para o atendimento de limpeza e, como solução, foi proposta a aplicação de silicone nos isoladores para manter uma proteção mecânica maior”.

Quando o problema não é detectado a tempo, a usina pode ter a operação interrompida por um desligamento forçado. Foi o que aconteceu com a sucroenergética em questão, que chegou a parar antes de adotar uma solução definitiva.

Fernandes Neto explica que o chamado efeito corona é uma fuga da energia. “Nesse caso específico foi bem nos isoladores, que têm a função de isolar a tensão daquela respectiva linha, então, como tem fuga, automaticamente, o sistema de proteção atua e aí tem a necessidade de uma intervenção da equipe. Por isso, [a usina] teve interrupções de energia”, relata.

cpfl infraestrutura 030822

Emergência elétrica é prejuízo

Uma parada inesperada na infraestrutura elétrica impede a produção de açúcar, etanol e abastecimento de energia, além do potencial impacto sobre a matéria-prima. Diferente de outros problemas na operação de uma usina, que podem ser pontuais e impactar apenas parcialmente o funcionamento da planta, as ocorrências no sistema elétrico têm efeito sistêmico na produção, gerando importantes perdas financeiras.

“É um transtorno muito grande porque a interrupção de energia para o processo automaticamente e, em alguns casos, há perda do insumo. Ou seja, cria um efeito cascata de problemas dentro da operação”, comenta Fernandes Neto.

“A perda gerada por esse tempo de parada é incalculável. Uma manutenção preventiva constante e consistente diminui esses prejuízos”, Alvaro Fernandes Neto (CPFL)

A equipe técnica da CPFL Soluções assegura que a manutenção preventiva da infraestrutura elétrica das usinas confere uma previsibilidade maior para a operação e a garantia de que não aconteça uma interrupção inoportuna, como a enfrentada pelo cliente paulista que precisou de atendimento emergencial.

Segundo Fernandes Neto, para evitar estes transtornos, é possível monitorar a infraestrutura elétrica mesmo durante o período de produção, detectando eventuais avarias ou antecipando potenciais problemas. O acompanhamento e a assistência regular proporcionam um planejamento e uma tomada imediata de decisões, de modo que as usinas conseguem operar sem surpresas desagradáveis, protegendo seus ativos de possíveis danos e, consequente, de uma depreciação mais acelerada.

cpfl 020822 assistencia
Planos de contratação continuada para manutenção elétrica trazem vantagens para as usinas

Além do impacto sobre a produção e vida útil dos ativos, o gerente da CPFL Soluções comenta que uma intervenção de emergência é muito mais cara do que uma assistência planejada.

“Há benefícios financeiros e operacionais atrelados aos contratos de manutenção anuais e plurianuais”, afirma e completa: “O cliente consegue parcelar o investimento em 24 meses, por exemplo, e reduz o prazo de atendimento de suas unidades. Assim, a usina consegue ter uma previsibilidade de fluxo de caixa”.

Dessa forma, ele aponta que as manutenções são importantes não só pela economia, mas também pelo aumento da eficiência e da segurança energética, proporcionando maior confiabilidade ao sistema elétrico. Para o gerente, ao investir nas manutenções das instalações elétricas, uma companhia garante que sua operação sempre estará ativa.


Para saber mais, entre em contato com os especialistas da CPFL Soluções.


Conteúdo patrocinado por CPFL Soluções – NovaCana

Texto: Amanda SchArr
Infográficos: Bianca Rati e Lais Mizuta
Fotos: CPFL Soluções


PUBLICIDADE FMC_VERIMARK_INTERNO FMC_VERIMARK_INTERNO