Pelo menos um terço da produtividade da cana-de-açúcar vem de fatores relacionados ao solo e à nutrição da planta, como o teor de nutrientes e fertilizantes, bem como a profundidade e gênese do solo

Yara Brasil Fertilizantes 18 out 2019 - 11:10 CONTEÚDO PATROCINADO

Quando um ser humano não se alimenta adequadamente na infância, o corpo logo começa a dar sinais de fraqueza, o rendimento na escola não é bom e, no futuro, seu organismo como um todo pode não se desenvolver direito. O raciocínio para as plantas é o mesmo: se não receberem todos os nutrientes dos quais precisam, elas crescem pouco, não atingem todo o seu potencial e decepcionam na colheita.

No caso da cana-de-açúcar, não é diferente. Há uma série de nutrientes que a cultura necessita, em diferentes quantidades e distribuídos pelas várias fases do processo de desenvolvimento da planta. A forma de aplicá-los também varia e influencia o resultado. Segundo o especialista agronômico da Yara Brasil Fertilizantes, Ademilson Palharin, os fatores relacionados ao solo e à nutrição da planta são responsáveis por pelo menos um terço da produtividade da cultura.

Ou seja, se a cana não está corretamente nutrida, ela não vai crescer e nem gerar o açúcar em um nível compensatório para o produtor. A falta dos nutrientes em doses e proporções adequadas pode resultar em impactos de até 50% na produtividade agrícola da cana-de-açúcar, conforme afirma o engenheiro agrônomo Sérgio Gustavo Quassi de Castro, que é mestre em Engenharia Agronômica e doutor em Engenharia Agrícola.

Estudos de caso

De acordo com a Yara Brasil, especializada em nutrição de culturas e soluções para agricultura de precisão, estudos de casos envolvendo cana-planta e cana-soca mostraram que a adoção do programa nutricional sugerido pela empresa – a abordagem LongeVita – possibilitou uma maior produtividade e cortes adicionais.

Conforme a companhia, é possível obter incrementos na produção que vão de 8 t/ha a 15 t/ha em cada corte, ao longo de todo o ciclo da cana-de-açúcar. Estudos realizados em 2018 apontam que a abordagem LongeVita obteve maior produtividade em comparação com a abordagem convencional.

No plantio com tratamento de toletes, por exemplo, houve um crescimento médio de produtividade de 16 t/ha. Já em soqueiras jovens, o aumento foi de 10,9 t/ha. Nestes casos, a Yara calcula que os agricultores obtiveram um retorno sobre o investimento adicional de cerca de R$ 750 por hectare em comparação com um método convencional.

Para recuperar soqueiras antigas, o programa também apresentou bons resultados. Em São Paulo e Minas Gerais, aplicações do YaraMila Unik nos terceiro, quarto e quinto cortes, resultaram em incrementos de produções de 16 t/ha na comparação com uma amostra que recebeu tratamento convencional.

yara longevita estudos V6

Macro e micronutrientes: qual a diferença?

Segundo Quassi de Castro, para uma aplicação adequada, é preciso saber não apenas quais são os nutrientes necessários para a planta no terreno específico em que ela está sendo cultivada, mas também há formas e períodos apropriados para isso.

“Se há nutrientes de que preciso em quilos e outros dos quais preciso apenas algumas gramas, como distribuir uniformemente no solo?”, questiona e completa: “É aí vem a tecnologia de segregação, em que você pode pulverizar o micro em cima do macro, e o mesmo grânulo oferece todos os nutrientes para a planta”.

Alguns elementos são aplicados em grandes quantidades nas plantações e já são senso comum entre os produtores de cana-de-açúcar. É o caso de nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K) – as três bases do NPK – e, também, cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S). Estes, que são distribuídos em quilogramas nos canaviais, são os macronutrientes.

Mas as plantas também precisam dos chamados micronutrientes, exigidos em menores quantidades, mas essenciais para o bom crescimento da cana-de-açúcar em diferentes quantidades. Entre eles estão: boro (B), cloro (Cl), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), níquel (Ni) e zinco (Zn).

yara macro micronutrientes

“A importância destes nutrientes está diretamente ligada ao metabolismo e a todas as reações fisiológicas da planta. Desde a formação de novas raízes, o desenvolvimento de partes vegetativas das plantas (folhas, ramos, colmo), até a formação e transporte de açúcares para os colmos da cana”, explica Palharin. Ele ressalta ainda que o impacto da nutrição se dá diretamente na concentração de açúcar da cana, medida que resulta nas taxas de Açúcar Total Recuperável (ATR).

Inovações a favor da colheita

De acordo com o engenheiro agrônomo Quassi de Castro, os processos de tecnologia da nutrição aumentam a eficiência de uniformização e distribuição dos nutrientes no sulco do plantio. “Essa é a grande sacada: o uso dos fertilizantes no plantio. Colocar todos os nutrientes no mesmo grânulo aumenta a uniformidade e a eficiência da planta”, garante.

Ele se refere a programas como o LongeVita, da Yara Brasil Fertilizantes, que desenvolveu uma metodologia de fertilização do canavial com abordagens personalizadas para cada fase do ciclo da cana.

O programa sugere utilizar, já na implantação do canavial, produtos com NPK nos grânulos e alta concentração de fósforo, cálcio, enxofre solúvel e micronutrientes, bem como o tratamento de toletes por meio dos produtos da linha YaraVita, desenvolvida para a aplicação de macro e micronutrientes via foliar, sementes e solo.

Nos casos de aplicação foliar, a recomendação são fertilizantes líquidos, que podem ser misturados no tanque com a maioria dos defensivos. O resultado, segundo os especialistas da empresa, é um maior rendimento operacional e segurança na aplicação, além da maior absorção pelas plantas.

Já na fase de adubação da cana soca, o programa LongeVita sugere os fertilizantes da linha YaraMila, que possuem NPK no mesmo grânulo. De acordo com a empresa, os produtos fornecem nutrientes como o nitrogênio nas formas nítricas e amoniacal, além de fósforo de alta disponibilidade e micronutrientes de alta performance.

Ainda segundo a companhia, a fórmula do YaraMila “quebra” os três nutrientes necessários à planta – o chamado NPK, com nitrogênio, fósforo e potássio – e os une em um único grânulo para garantir a distribuição uniforme. Assim, em vez da planta receber grãos individuais de cada nutriente, correndo o risco de uma distribuição desigual de cada um, o programa garante a divisão correta e evita desequilíbrios.

yara mila

Conforme estudos realizados pela empresa, quando o programa LongeVita é aplicado, há um crescimento significativo no número de cortes do canavial. Com isso, ocorre uma redução nos custos do produtor, já que quase a metade do custo de produção da cana acontece até o primeiro corte.

“A superior produtividade e longevidade do canavial são resultantes da aplicação uniforme dos nutrientes e da alta eficiência do nitrogênio, do fósforo e do potássio”, garante Palharin, que continua: “Além do YaraMila, a aplicação segura e eficiente dos micronutrientes do YaraVita no tratamento de toletes no plantio, em corte de soqueiras e via foliar tem potencializado este aumento de produtividade”.

A forma de aplicação também é um fator que contribui com o bom desempenho dos produtos. “Mais que resultados consistentes pela aplicação de micronutrientes YaraVita na cana, o grande diferencial deste programa nutricional tem sido a facilidade de uso por serem produtos líquidos, altamente concentrados e estáveis em misturas”, detalha o especialista agronômico da empresa.

Luciane Belin – novaCana.com