Adoção de mudas pré-brotadas da BASF representa economia na renovação dos canaviais

BASF

Proprietário da Fazenda Belo Horizonte, em Jaboticabal (SP), Ismael Perina está sempre atento ao lançamento de novas variedades de cana e a novas tecnologias para o campo. Contudo, ele descarta qualquer possibilidade de deixar de usar as mudas pré-brotadas AgMusa, fornecidas pela BASF.

BASF22/02/2018

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A adoção de novas tecnologias pelo setor sucroenergético costuma ser lenta e repleta de inseguranças. Muitos produtores de cana-de-açúcar têm receio de apostar em novas variedades, em diferentes métodos de plantio e de fazer pesados investimentos em maquinário. Afinal, trata-se de uma cultura semiperene, onde as consequências de cada decisão serão sentidas por vários anos.

O problema é que as variedades antigas e sistemas de produção do século passado estão limitando o potencial de extrair dinheiro dos canaviais.

As soluções desenvolvidas no passado não foram suficientes para aplacar o receio de canavieiros e usinas tradicionais.

Até agora. E quem comprovou na prática isso foi Ismael Perina, um dos produtores de cana mais conhecidos do País. Ele comandou por sete anos a Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana) e possui uma fazenda no município paulista de Jaboticabal. Há cinco anos, ele decidiu adotar o sistema de mudas pré-brotadas de cana com agricultura de mudas sadias (AgMusa), devidamente acompanhado pelo método inter-rotacional ocorrendo simultaneamente (Meiosi).

Com isso, ele conseguiu manter a produtividade da Fazenda Bela Horizonte em alta, com índices de produtividade acima de 100 t/ha – uma meta que todo mundo sonha em alcançar, mas poucos conseguem. Mesmo optando por uma renovação considerada baixa, ele apostou em planejamento e na adoção de variedades que são adequadas para cada segmento de sua propriedade, conquistando ganhos que vão muito além dos eventuais custos.

BASF Moagem

A tecnologia desenvolvida pela BASF possui uma lógica simples. Segundo o técnico de desenvolvimento de mercado da companhia, Nilton Degaspari, a AgMusa é obtida após a seleção de uma cana sadia, que passa por um processo laboratorial para o desenvolvimento de uma muda “seguramente sadia”, ou seja, sem as principais doenças que podem afetar a cana-de-açúcar, como raquitismo e escaldadura.

“De posse dessa muda, depois de mais ou menos oito a dez meses de trabalho, nós temos a formação da mudinha que se chama AgMusa. É ela que vai para o campo, onde vamos reproduzi-la para a formação de gemas que serão utilizadas na propagação das áreas comerciais”, explica.

É nesse ponto que entra em cena a Meiosi ou “a muda no local de plantio”, conforme resume Degaspari. De acordo com ele, esse método gera uma economia de mais de R$ 2,2 mil por hectare ao proporcionar uma área para rotação de cultura – que também gera receita ao produtor – e pela produção da muda com altas taxas de desdobra em corredores já ao lado da área onde será feito o plantio, por um período de cinco a seis meses, considerado reduzido em comparação com os métodos tradicionais.

Dessa forma, por exemplo, uma muda plantada em setembro pode ser desdobrada em canavial a partir de março. “Uma verdadeira muda – que deve ser usada para o plantio de cana – tem que ter uma idade que varia de cinco a sete meses, não mais que isso. Uma cana a partir de dez meses já não é considerada como uma boa muda”, detalha o técnico da BASF durante treinamento a produtores.

Mudas sendo cultivadas ao lado de área onde ocorrerá o plantio; ao mesmo tempo, local recebe cultura rotativa BASF Canteiro

Poucos custos, muitos benefícios

Segundo Perina, o principal investimento necessário para a adoção da AgMusa é justamente o valor para a compra das mudas. “O custo de aquisição da muda, quando você trabalha com Meiosi, praticamente se diluiu, pois isso reverte o custo que você teria se usasse uma muda que estivesse já na fazenda”, afirma. “Então, de investimento, eu posso até considerar que foi tão irrisório ao longo dos anos que isso não vai nem ser considerado. O valor é muito inexpressivo”, complementa.

Além disso, de acordo com ele, não foram necessários novos equipamentos, apenas pequenas adaptações que ele classificou como “irrelevantes”.

“O sistema Meiosi é muito econômico. É um sistema que tem uma alta rentabilidade e que pode trazer grandes vantagens tanto à usina como ao fornecedor”, Nilton Degaspari (BASF)

Outro ponto que beneficiou a relação custo-benefício foi a mudança na forma de trabalhar com novos plantios. Perina explica que, antes, para a formação de canaviais, eram utilizados colmos com 11 ou 12 meses de idade. Com os novos processos, passou-se a usar colmos de seis a sete meses, com uma qualidade maior e um poder de brotação superior.

“A gente deixou de usar de 14 a 16 toneladas de muda por hectare e começamos a trabalhar com 4,5 a 5 toneladas de mudas por hectare. Então, são ganhos que representam bastante na dimensão dos custos”, afirma.

A técnica chamada de "pé com ponta" ou "correntinha", que pode ser observada ao final deste vídeo, é o segredo da economia mencionada por Perina. Ao não são deixar espaços sem gemas nos sulcos, ela permite a utilização de um menor número de mudas.

Além disso, em todo o período de adoção da AgMusa, o rendimento agrícola da Fazenda Belo Horizonte se manteve acima das 100 toneladas de cana-de-açúcar por hectare. A única exceção aconteceu na safra 2014/15, quando o excesso de chuvas prejudicou a colheita em todo o estado de São Paulo. Na ocasião, o índice foi de 99,02 t/ha.

BASF Produtividade

Adoção de novas variedades

Mesmo tendo um índice de reforma do canavial considerado baixo para o setor – com 35% da área renovada em cinco anos –, Perina relata que conseguiu fazer testes com diversas variedades já registradas e planejou a adoção de cultivares com base em indicadores de condições de solo e outras características. Ele explica que já tem os tipos de ambiente da fazenda identificados e que, a partir disso, compra as variedades registradas específicas para cada área.

“Isso, para nós, é meio rotineiro, mas não acontecia na prática com o modelo de formação de canavial antigo”, relembra e detalha: “Às vezes, você formava um talhão para viveiro e, de repente, acontecia algum tipo de problema e você não podia usar aquela cana para muda, então, partia para outra variedade que podia não ter qualquer relação”. Este relato, infelizmente, ainda corresponde a uma prática usual nas unidades produtivas em atividade no mercado.

BASF area

De acordo com ele, com a adoção da AgMusa e da Meiosi, no entanto, a variedade escolhida será instalada próxima à área de plantio e é ela que, obrigatoriamente, será multiplicada posteriormente. “Você tem um planejamento muito mais rigoroso e é raríssimo ter algum tipo de problema. Do jeito que você planejou, vai sair”, garante.

Atualmente, a Fazenda Belo Horizonte abriga tanto variedades mais antigas, como RB966928, RB855156 e CTC4 – comuns no estado de São Paulo e que ainda estão entre as campeãs em intenção de plantio –, além de variedades consideradas mais modernas, como CTC9001, a CTC9003 e CTC9005HP.

“Tenho feito alguns viveiros para teste com boa parte das variedades novas que tem chego no mercado, mas isso é muito da característica de cada propriedade, do produtor”, comenta Perina.

Além disso, Degaspari, da BASF, complementa que o produtor pode utilizar variedades diferentes para a recomposição de estande. A única recomendação é que seja escolhida uma muda com uma maturação equivalente a da cana que está no talhão, seja ela precoce, média ou tardia. “Mas ela tem que ser uma variedade de arranque. Esse é o detalhe que tem que ser feito na hora de escolher a variedade para o replantio”, ressalta.

Rotação de culturas

Outra característica do sistema de plantio Meiosi é a possibilidade de utilizar a área onde haverá renovação do canavial para uma cultura rotacional, preferencialmente soja, amendoim ou feijão. Além de representar uma receita adicional ao produtor, essa técnica também traz vantagens para o próprio cultivo da cana-de-açúcar. “Você tem um efeito importante em aumento de fertilidade de solo pelo uso de uma cultura leguminosa, como a soja”, explica Degaspari.

No caso da Fazenda Belo Horizonte, Ismael Perina explica que o amendoim costuma ser a opção no caso de áreas maiores, com a soja sendo destinada para áreas menores. “Este ano, por exemplo, temos uma área muito pequena, que está com soja”, exemplifica.

Amendoim Feijão soja

Ele conta que a rotação de culturas não representa uma novidade por si só, uma vez que ela já era praticada em sua propriedade desde a década de 1980. Com a mudança para a Meiosi, no entanto, houve um aumento considerável da produtividade nessas culturas.

Durante uma apresentação realizada em outubro de 2016, Perina divulgou que a produtividade do amendoim em sua fazenda chegou a 5,2 t/ha, a da soja a 4,2 t/ha e a do feijão a 2,3 t/ha. Na comparação com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes à 2016, esses resultados são superiores à média nacional em 42,3%, 44,6% e 127%, respectivamente.

Opções na hora do plantio

Perina ainda comenta suas escolhas em relação às técnicas de plantio utilizadas na Fazenda Belo Horizonte. De acordo com ele, como as áreas de renovação são pequenas, a principal opção tem sido pelo plantio manual, realizado pelos próprios funcionários da propriedade.

Entretanto, o sistema de Meiosi permite também o plantio mecanizado ou semimecanizado. Nilton Degaspari, inclusive, recomenda a opção semimecanizada, onde a cana dos viveiros é cortada com maquinário e as gemas são colocadas dentro dos sulcos da lavoura de forma manual.

“Com oito gemas por metro, nós temos uma lavoura perfeita, com a quantidade suficiente para que você tenha uma alta rentabilidade”, afirma. De acordo com ele, dessa forma, com um hectare de muda é possível plantar até 30 hectares de lavoura.

“O aproveitamento da muda é muito grande”, afirma Nilton Degaspari, da BASF. Na foto: plantio manual na Fazenda Belo Horizonte.BASF Plantio

O técnico ainda explica que não adianta colocar uma quantidade enorme de gemas por metro, pois isso pode fazer com que a grande quantidade de perfilho cause uma competição interespecífica muito grande por água e por nutrientes. Isso faz com que os colmos remanescentes para a colheita sejam menores do que em uma situação onde há um canavial formado por uma quantidade de gemas ideal.

Perina segue o mesmo raciocínio: “Quando a gente fala em plantio manual, o nível de dano na cana é muito menor. Então, você tem uma maior rentabilidade com relação ao uso de mudas; usa menos mudas por hectare”, recomenda. Ainda assim, para áreas mais extensas, as opções com mecanização – parcial ou total – não devem ser desconsideradas. “Os dois modelos dão certo”, assegura Perina.

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Texto: Renata Bossle

Infográficos: Bianca Rati

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