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Carro elétrico

Uber terá apenas carros elétricos na frota até 2040, diz CEO da empresa

CEO da Uber confirma que virada para carros elétricos começará em 2030 nos Estados Unidos, Canadá e Europa; Brasil não é mencionado por ora


O Estado de S. Paulo - 23 set 2022 - 09:23

A migração para os carros elétricos também é meta para as empresas de mobilidade urbana. A Uber já tem a sua traçada: segundo declarou o CEO Dara Khosrowshahi, toda a frota de carros do aplicativo será elétrica até 2040.

O objetivo é mundial e a virada começará já a partir de 2030. É neste ano que Canadá, Estados Unidos e Europa passarão a ter somente veículos a baterias nas corridas do aplicativo. “Se estivermos fazendo nosso trabalho, seremos totalmente elétricos”, disse o CEO em entrevista à CBS.

O foco inicial é os EUA, onde a empresa já possui a opção Comfort Electric em 25 cidades. A modalidade engloba apenas modelos 100% elétricos e é um pouco mais cara do que as opções convencionais. Com ela, a empresa pretende dobrar sua frota de veículos com zero emissões no próximo ano, dos atuais 26 mil para 50 mil.

Incentivo

Mas nem tudo é simples. Mesmo com um crescimento mais avançado lá fora, os carros elétricos ainda são uma opção cara. Nos EUA, por exemplo, a média é de US$ 60 mil, cerca de R$ 300 mil na conversão direta atual.

Dessa forma, a Uber assumiu o compromisso de dar suporte aos motoristas que quiserem fazer essa transição. De acordo com o CEO, a empresa vai fazer um investimento de cerca de US$ 800 milhões para diversos incentivos.

Além disso, ela também firmou uma parceria com a Hertz – grupo de locação de carros – oferecendo opção de alugar modelos da semanal e mensalmente.

No geral, há algumas vantagens e desvantagens em operar com carros elétricos no aplicativo. Um dos pontos positivos é que a Uber paga US$ 1 para cada viagem que o condutor faz com o veículo elétrico. No mais, compensa também por fugir do abastecimento com combustíveis fósseis, como a gasolina.

Já um dos pontos negativos é que, por ter uma demanda baixa, há uma certa demora em conseguir viagens. Contudo, o CEO da Uber afirma que, conforme mais elétricos entrem no aplicativo, mais baratas e mais rápidas ficarão as corridas. “Quanto mais carros elétricos temos em um mercado específico, mais o tempo de espera diminui e os preços também podem cair”, disse o executivo.

Será que vem ao Brasil?

Até o momento, a Uber não deixou claro como a plataforma vai operar em outras regiões do mundo, como no Brasil. Pelo país, o aplicativo já conta com alguns modelos elétricos cadastrados, mas é raro.

Recentemente, algumas marcas vêm incentivando o uso de carros movido a baterias para motoristas de aplicativo. Esse é o caso, por exemplo, da Caoa Chery, que trouxe o modelo elétrico mais barato do mercado brasileiro, custando na faixa dos R$ 144.990. Além dele, há também o BYD D1, que custa cerca de R$ 270 mil e entrega 317 km de autonomia.

Jady Peroni

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