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Carro elétrico

GM e Ford anunciam expansão da produção de carros elétricos


New York Times / Folha de S. Paulo - 03 out 2017 - 12:08
A Ford criou um grupo de trabalho interno focado na criação de carros elétricos

A China anunciou que pretende proibir os carros a gasolina. A Califórnia pode estar caminhando na mesma direção. Essa pressão causou uma corrida entre as montadoras de automóveis do planeta para incorporar mais veículos elétricos às suas linhas de produtos.

Na segunda (2), a General Motors, maior montadora de automóveis dos Estados Unidos, revelou o plano com o qual pretende manter a liderança. Delineando uma mudança fundamental em sua visão do setor, ela anunciou planos para 20 novos modelos inteiramente elétricos até 2023, entre os quais dois a serem lançados nos próximos 18 meses.

O anúncio da GM surgiu um dia antes de uma apresentação a investidores que a Ford Motor marcou há muito tempo e também deve enfatizar os modelos elétricos. Depois que emergiu a notícia sobre o plano da GM, a Ford fez seu anúncio, informando que ao longo dos próximos anos acrescentaria 13 modelos eletrificados à sua linha, com investimento de US$ 4,5 bilhões em cinco anos.

Nos primeiros oito meses de 2017, mesmo com incentivos tributários federais, os norte-americanos adquiriram apenas 60 mil veículos elétricos acionados exclusivamente por baterias, e número semelhante de híbridos plug-in, de acordo com o site Hybridcars.com. Isso equivale a 1% do total de carros vendidos no mercado.

A evolução dos carros elétricos

A start-up automobilística Tesla provou o potencial dos veículos elétricos para gerar entusiasmo com seu primeiro carro dirigido ao mercado de massa, o sedã Model 3, que atraiu depósitos de US$ 1 mil de centenas de milhares de potenciais compradores. Mas ela também está revelando os desafios de levar a produção desse tipo de carro à escala industrial, ao anunciar na segunda-feira que havia produzido apenas 260 unidades do Model 3 no terceiro trimestre, "menos que o esperado, devido a gargalos na produção".

Os anúncios da GM e da Ford se seguem a promessas das montadoras de automóveis alemãs Volkswagen e Daimler de que produziriam centenas de milhares de veículos elétricos nos próximos anos, e da decisão da Volvo, uma marca de automóveis de luxo sueca controlada por uma montadora de automóveis chinesa, de passar a produzir apenas veículos elétricos ou híbridos, acionados por baterias e motores a gasolina simultaneamente.

O ritmo acelerado de desenvolvimento também reflete a relação simbiótica entre os carros acionados por baterias e outra fronteira tecnológica. Os fabricantes de automóveis estão vinculando seus planos para carros elétricos a metas ambiciosas de produção de veículos autoguiados para serviços de transporte de passageiros.

Os investidores reagiram positivamente ao anúncio da GM, e as ações da empresa subiram em mais de 4% na segunda-feira.

Com tradução de Paulo Migliacci


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