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Carro elétrico

Empresário co-fundador da Natura critica defensores do etanol e exalta veículos elétricos


novaCana.com - 22 mar 2019 - 11:11

Pedro Luiz Passos, co-fundador da Natura e atual membro do conselho da empresa, escreveu hoje (22) uma coluna no jornal Folha de S. Paulo questionando a mentalidade de políticos, governantes e empresas brasileiras. A visão do empresário é que o Brasil está ficando atrasado do ponto de vista econômico e social ao se fechar para o desenvolvimento tecnológico.

“Líderes da indústria automobilística no Brasil vêm a público defender o etanol para a realidade local, num momento em que países e montadoras já estabeleceram prazos para aposentar o motor a combustão, deslocando suas energias para os veículos elétricos, muito menos poluentes”, considera.

O argumento fica ainda mais forte considerando que, nos carros movidos a combustão (ciclo Otto), o etanol representou apenas 21% das vendas de combustíveis na média dos últimos dez anos, enquanto a gasolina respondeu por 79% das vendas.

A opção por não estimular as novas tecnologias tem um custo para a sociedade que não é só ambiental, mas também econômico. “É disso, em última instância, que o Brasil está abrindo mão: benefícios claros para a sociedade e conforto e segurança da população”, completa o empresário em seu artigo.

Ele ainda ofereceu uma justificativa para a visão de quem aposta em tecnologias que podem se tornar obsoletas, como a do motor a combustão: “A resistência em aceitar o poder transformador da tecnologia é alimentada por uma economia fechada, por governantes e políticos pouco informados, por academia e universidades defasadas e por empresas acomodadas”.

Para reforçar seu ponto, além do veículo elétrico, Passos apresentou a situação da tecnologia 5G no Brasil. “Executivos das operadoras de telecomunicações jogaram para 2020 o início do ciclo de investimentos na tecnologia 5G, enquanto EUA, China e Alemanha já fazem a transição para a nova geração de telefonia móvel. Sem o 5G, as atuais fronteiras da ciência, como a telemedicina e os veículos autônomos, jamais serão inteiramente ultrapassadas, assim como não será viabilizada uma infinidade de inovações que dependem de um sistema robusto de internet”, relata.

Passos integra os conselhos do Instituto Empreender Endeavor, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), desde 2006, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desde 2013. Com este histórico, ele afirma: “Mudar tal mentalidade é o primeiro (e primordial) passo para reverter o déficit tecnológico ao qual o país se impôs”.

Coluna completa: Progresso tecnológico é nossa maior carência contra o atraso econômico e social

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