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Carros elétricos e híbridos ganham terreno


Valor Econômico - 28 abr 2014 - 08:28 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Eletricidade tem sido a principal aposta para veículos movidos a energias limpas. Carros elétricos e híbridos lideram as pesquisas em todo mundo e começam a ganhar visibilidade também no Brasil. Pesquisadores e montadoras acreditam que em poucos anos essa tecnologia vai ganhar as ruas. Líderes do segmento, como a Aliança Renault-Nissan, estimam que 10% da frota global de carros novos serão híbridos ou movidos a eletricidade até 2020. Hoje, híbridos e elétricos representam 4% das vendas nos Estados Unidos. Os puramente elétricos são apenas 1% do mercado.

O desenvolvimento esbarra em questões como autonomia e capacidade de bateria, explica Pietro Erber, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Por isso a alternativa mais viável tem sido os híbridos, com motor elétrico acoplado para auxiliar o motor tradicional. Eles dispensam recarga. A bateria se abastece da energia despendida nas frenagens ou na simples desaceleração. O motor elétrico funciona até 50 km/h e, conforme o uso, pode operar sem o motor a combustão. Proporciona economia de combustível - e redução de emissões - de cerca de 30% em relação ao veículo convencional.

O futuro do caro puramente elétrico vai depender da evolução das baterias. A criação de baterias mais leves e de maior capacidade de carga deve impulsionar o segmento. O peso excessivo compromete eficiência e autonomia.

Na visão de Erber, o principal problema desse tipo de veículo é a alta carga tributária, como IPI de 25%, além de Imposto de Importação e ICMS. O governo federal já vem discutindo com as montadoras formas de aliviar a tributação. Alguns Estados pensam em isenção de IPVA, mas nada há de concreto. Com isso, híbridos de padrão semelhante a um sedã 2.0 (vendidos no país entre R$ 70 mil e R$ 90 mil) custam entre R$ 125 mil a 140 mil. Carros puramente elétricos custam cerca de R$ 200 mil.

Ao contrário dos híbridos, o veículo puramente elétrico requer infraestrutura de abastecimento. A ABVE e as montadoras, porém, não consideram essa questão problemática. O veículo pode ser carregado em uma tomada 220 volts adaptada. A carga convencional completa leva seis horas ou mais. A infraestrutura complementar depende da instalação de postos de abastecimento, os eletropostos.

Responsável pelo maior e mais ambicioso projeto de veículos elétricos do país, a Itaipu Binacional deve disponibilizar para fabricantes brasileiros, dentro de um ano e meio, uma bateria mais leve, de maior capacidade e capaz de interagir com a rede elétrica - devolvendo carga se, por exemplo, houver falta de energia ou se o sistema estiver sobrecarregado. O produto vem sendo desenvolvido em parceria com a suíça Battery Consult.

Itaipu começou a testar a mobilidade elétrica em 2005, revela Celso Novais, coordenador do projeto de carros elétricos da empresa. O foco, explica Novais, é o transporte de massa. Por isso, também fazem parte da pesquisa o desenvolvimento de um ônibus híbrido a etanol e um VLT (veículo leve sobre trilhos) elétrico. Itaipu já montou 80 veículos elétricos, sendo 20 adquiridos em comodato junto à Renault em 2013. Outros 32 estão em produção. O programa tem R$ 20 milhões em investimentos da própria Itaipu, além de verbas de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Eduardo Belo


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