Carro elétrico

Carros elétricos terão custos iguais aos comuns em 2024, diz estudo


Notícias Automotivas - 27 out 2020 - 10:36

O banco de investimentos UBS encomendou uma pesquisa sobre os custos dos carros elétricos e se surpreendeu com o resultado. De acordo com o levantamento, os veículos 100% energizados custarão o mesmo para as montadoras que os comuns em 2024.

A pesquisa do UBS indicou ainda que um carro elétrico custará US$ 1.900 a mais que um equivalente à gasolina em 2022, zerando dois anos depois. A análise foi feita com base nos custos de produção dos sete maiores fornecedores de baterias do mundo.

O banco concluiu que, após 2022, o custo cairá para menos de US$ 100/kWh. Esse é o patamar que os fabricantes indicam como o ponto sem retorno para os carros elétricos. A partir daí, tê-los no mercado é completamente viável.

Segundo o UBS, não existem muitos motivos para se adquirir um carro à gasolina após 2025. O banco ainda sugere que os carros elétricos terão 17% do mercado em 2025 e 40% em 2030.

Com vendas puxadas por Europa e China, os carros elétricos ganharão sua economia por demanda, aumentando o volume e reduzindo os custos em comparação aos carros à gasolina e diesel.

Estes últimos, porém, terão seus custos ampliados com a introdução de sistemas para reter ainda mais a emissão de CO2, como sistema MHEV com lítio e sistema elétrico de 48 volts, por exemplo.

A hibridização leve já é um custo extra que soma ao produto final. Para o UBS, o custo menor das baterias tornará os carros híbridos plenos mais baratos.

Ainda assim, o emprego de motores térmicos será um extra para as marcas que querem mantê-los por mais tempo. Diante da queda nos custos das baterias, já existe a previsão de que só em 2020, um milhão de carros elétricos serão vendidos na Europa em um mercado geral de 11 milhões de unidades.

Para a Volkswagen, no entanto, este equilíbrio de custos só será atingido em 2026, de acordo com Herbet Diess, CEO do grupo alemão, que revelou que no “mais tardar em 2026 o carro elétrico será a melhor opção do ponto de vista técnico e econômico”.

Apesar da declaração, o movimento da VW entra em contradição com um dos fundamentos da indústria automotiva alemã, que se apoia em motores à gasolina e diesel, uma parte do setor que emprega milhares de pessoas e fornecedores. O debate com este último, será fundamental para a mudança no panorama alemão e europeu.

Ricardo de Oliveira

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