Cogeração de energia

Usinas brasileiras produziram 34,94 kWh para cada tonelada de cana moída em 2019/20


novaCana.com - 21 jul 2020 - 08:37

Embora o açúcar e o etanol sejam os principais produtos do setor sucroenergético brasileiro, a cogeração de eletricidade por meio da queima do bagaço de cana não pode ser deixada de lado. Nos últimos anos, as unidades com maior capacidade de aproveitar os resíduos do processo produtivo conseguiram, assim, ampliar seus rendimentos por tonelada de cana moída.

Segundo cálculos da consultoria FG/A referentes à safra 2018/19, a companhia que teve as maiores geração e exportação de energia na temporada teria um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em torno de R$ 73,7 por tonelada. O valor considera um Ebitda médio de R$ 56,4/t e um incremento de R$ 17,3/t possibilitado pela venda de energia.

Para um resultado como este, a usina precisaria comercializar sua eletricidade a um preço médio de R$ 200/kWh e, principalmente, atingir uma eficiência de quase 96 kWh/t. Mas este número é para poucos.

Na safra 2019/20, as usinas brasileiras cogeraram, em média, 34,94 kWh/t. Ou seja, o equivalente a 36,4% do recomendado pela FGA.

Ainda assim, o montante representa um crescimento de 0,53% ante o desempenho do ano anterior, que foi a menor taxa registrada nos últimos anos. De maneira geral, o panorama tem sido de uma crescente elevação na eficiência, com um aumento médio de 3,16% ao ano nas últimas cinco safras.

Um dos melhores resultados foi registrado pela Cerradinho, com 87,92 kWh/t. Na safra 2019/20, a usina localizada em Chapadão do Céu (GO) moeu 5,22 milhões de toneladas de cana e exportou 458,78 GWh de eletricidade, o maior montante entre as usinas de cana-de-açúcar.

Mas o grupo que atingiu a maior eficiência com cogeração na safra 2019/20 foi a Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial). A companhia registrou uma moagem de 26,9 milhões de toneladas em suas nove usinas, com a geração de 2,8 TWh. Assim, seu rendimento médio foi de 104 kWh/t.

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