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Preço em leilão a-5 indica que governo quer retomada de investimentos em bioeletricidade


Agência Estado - 01 abr 2015 - 18:00 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) afirmou nesta quarta-feira que o preço teto do Leilão de Energia A-5 "pode ser um dos indicadores de que o governo federal pretende estimular efetivamente a retomada dos investimentos em bioeletricidade, dentro de uma política setorial dedicada a essa fonte de energia". "Esperamos que esse processo de melhoria de preço observado no A-5 deste ano continue nos próximos leilões, garantindo mais previsibilidade ao ambiente institucional e aos investidores em bioeletricidade", comenta, em nota, o gerente de Bioeletricidade da entidade, Zilmar de Souza.

Na segunda-feira (30), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou o preço teto do A-5, a ser realizado em 30 de abril, em R$ 281/MWh para as termelétricas que participarão e de R$ 210/MWh para as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e outros empreendimentos de fonte hídrica com capacidade instalada até 50 MW. Para as hidrelétricas com capacidade a instalar um volume superior a 50 MW, o preço vai de R$ 155 a R$ 201/MWh. Nesse leilão, a biomassa concorrerá por contratos de 25 anos diretamente com as fontes carvão e gás natural em ciclo combinado. Para a fonte hídrica, o contrato de suprimento terá duração de 30 anos. Em relação ao preço teto do último A-5, ocorrido em novembro de 2014, houve um acréscimo de 34%.

Para o leilão A-5, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 91 projetos, totalizando 19.826 MW, com a fonte gás natural dominando a oferta com 78% do total (15.439 MW). Carvão representa 11% (2.100 MW) e a fonte hídrica e a biomassa representam apenas 6% cada (1.126 MW e 1.161 MW, respectivamente).

De acordo com Souza, a fonte biomassa chegou a comercializar mais de 500 MW médios em um único leilão, o Reserva de 2008. Desde então, a média de volume de energia vendida ficou abaixo de 100 MW médios por ano. "Isso mostra que precisamos revitalizar essa indústria que já mostrou, com condições institucionais e de preço adequados, ter possibilidade de agregar anualmente, no mínimo, cinco vezes mais o que tem vendido nos leilões atualmente", destacou o executivo.

José Roberto Gomes


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