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Governo de SP busca investimento para a bioeletricidade


Agência Estado - 18 jul 2013 - 15:56 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
Governador Geraldo Alckmin apresenta plano para a bioeletricidade do bagaço da cana
O Plano Paulista de Energia (PPE) apresentado nesta quinta-feira, 18, pelo governo de São Paulo prevê que o potencial instalado de bioeletricidade de cana do Estado alcançaria 13 mil MW em 2020, quase três vezes a capacidade atual de 4,8 mil MW. Para alcançar essa meta, o governo prevê a necessidade de investimentos de R$ 28 bilhões a serem feitos pela iniciativa privada.

A produção de energia a partir da cana de açúcar, a chamada biomassa, é um dos pilares do PPE, que também aposta na geração eólica e fotovoltaica, a partir do aproveitamento do sol. O plano prevê que a participação de energia gerada a partir de fontes renováveis saltará de atuais 55,5% para 69% em 2020.

A meta está alinhada à Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC), que, segundo o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, prevê que a emissão de carbono no Estado em 2020 seja 20% inferior aos volumes registrados em 2005.

O PPE prevê uma série de medidas para o desenvolvimento econômico e sustentável da geração de energia em São Paulo. Entre elas, medidas que vão desde a viabilização do aumento de produtividade das unidades geradores de energia do Estado e o uso de biocombustíveis até a criação de uma disciplina de Eficiência Energética e Uso Racional da Energia Elétrica na rede pública de educação.

Provocação

Durante a cerimônia de lançamento do Plano Paulista de Energia, membros do governo paulista reforçaram a condição de destaque de São Paulo quando o assunto é geração de energia a partir de fontes renováveis. "No mundo, a energia renovável responde por 12,5% da energia gerada. No Brasil, esse número está em 45,5% e, no Brasil, em 55%", comparou o governador Geraldo Alckmin.

Alckmin também destacou o trabalho do Conselho Estadual de Política Energética, fundamental para a elaboração do PPE, e aproveitou para alfinetar o governo federal. "Quem ouve mais, erra menos. Governo moderno é aquele que interage. Não o que impõe", disse Alckmin após citar o conselho.

Nas últimas semanas, o governador paulista tem feito inúmeras críticas ao governo federal. Elas são direcionadas, principalmente, a projetos anunciados sem uma conversa prévia com membros da oposição e do próprio governo, caso do plebiscito para a reforma política anunciado pela presidente Dilma Rousseff.

Antes do discurso de Alckmin, o secretário José Aníbal já havia feito crítica direta ao governo federal quando citou a necessidade de estímulos ao setor de geração de energia a partir da biomassa. "É um setor que merece ter uma política mais previsível e constante por parte do governo federal. Diria que como tem sido feito pelo governo estadual", disse o secretário, para em seguida lembrar os incentivos fiscais concedidos pelo governo paulista ao setor sucroalcooleiro.

ANDRÉ MAGNABOSCO

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