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Goldemberg: "há bagaço de cana à beça que não está sendo aproveitado"


Valor Econômico - 11 jan 2013 - 10:36 - Última atualização em: 31 jan 2013 - 16:02

Em um momento em que os reservatórios das hidrelétricas brasileiras apresentam níveis baixos por conta da escassez de chuvas e o país corre risco de racionamento de energia elétrica, especialistas apontam a precariedade da infraestrutura no Brasil, e sugerem o uso do bagaço de cana-de-açúcar como opção para diminuir o risco de racionamento.

Como medida emergencial, usinas térmicas alimentadas por gás natural e carvão foram acionadas em outubro passado, com custos que podem superar R$ 1,6 bilhão em janeiro, segundo informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgadas pela Folha de S. Paulo.

Em entrevista ao Valor Econômico desta quinta (10), José Goldemberg, físico e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, defendeu o uso do bagaço na geração de energia elétrica. "O governo poderia estimular, de verdade, outras opções", disse. "Há bagaço de cana à beça em São Paulo e que não está sendo aproveitado."

Fonte de energia
As usinas térmicas podem funcionar a gás natural, óleo diesel, óleo combustível, carvão, lenha, urânio e bagaço de cana.

De acordo com informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgadas pela Folha de S. Paulo, o bagaço de cana foi a segunda fonte mais usada para a geração térmica de energia elétrica em 2011; foram gerados 22.240 GWh a partir dessa matéria-prima. A fonte mais usada foi o gás natural, que gerou 29.318 GWh. O óleo diesel gerou 8.970 GWh. Os dados de 2012 ainda não foram divulgados.

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