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SP estuda estímulos para cogeração de energia por biomassa


Agência Estado - 24 abr 2013 - 10:59 - Última atualização em: 24 abr 2013 - 16:14

O governo de São Paulo estuda ampliar medidas para incentivar o investimento na cogeração de energia a partir da biomassa da cana, como forma de reforçar a oferta de energia, disse o secretário de Energia do Estado.

José Aníbal, cobrou do governo federal incentivos à cogeração de energia a partir da biomassa da cana-de-açúcar. "Há desconhecimento sobre os avanços tecnológicos obtidos no setor ", afirmou. Aníbal participa nesta quarta-feira do 11º Seminário Guarani, em São Paulo, que reúne empresários, autoridades e representantes de entidades ligadas ao setor sucroenergético para debater as perspectivas para os mercados de açúcar, etanol e energia.

"Temos conversado com o setor de cogeração, que precisa de sistemas de conexão. Estamos estudando para eventualmente ampliar estes incentivos, ou seja, fazer o necessário para elevar os investimentos neste setor", disse a jornalistas o secretário José Aníbal, sem dar detalhes.

Ele observou que atualmente São Paulo conta com 4.500 megawatt de cogeração de energia a partir da biomassa, dos quais cerca de 1.000 MW são "exportados" para a rede, ou seja, comercializados externamente pelas usinas de cana.

"A expectativa é que se possa dobrar isso num período de três ou quatro anos, no máximo", disse, explicando que é preciso mais investimentos.

Ele acrescentou que mais de cem usinas, das quase 200 de São Paulo, não fizeram modernização dos equipamentos.

"Quando o fizerem, vão gerar 4 ou 5 vezes mais energia do que geram hoje, portanto, haverá um excedente para exportação. E isso é muito importante neste momento em que a energia demanda soluções inovadoras", disse Aníbal.

O evento é realizado um dia após a oficialização, pelo governo federal, de medidas de estímulo à cadeia produtiva da cana, como a redução do PIS e do Cofins para o etanol e uma linha de crédito para estocagem, com prazo de 12 meses e juros de 7,7% ao ano. Os juros do Pro-Renova, programa do Banco Nacinal de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para renovação do canavial, também foram reduzidos para 5,5%. "Todos ficamos satisfeitos com os anúncios, mas queremos mais. Que isso seja uma abertura alvissareira para avaliar preços e incluir a cogeração", defendeu Aníbal.

Com informações complementares da Reuters e da Agência Estado


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