Cogeração de energia

Melhoramentos e Zilor são únicas termelétricas a biomassa no leilão A-3

Leilão de energia nova A-3 tem deságio médio de 30,83%; suprimento com fontes renováveis deve ser feito a partir de 1º de janeiro de 2024


Poder360 - 09 jul 2021 - 08:55

O leilão de energia nova A-3 realizado nesta quinta-feira, 8, foi encerrado com deságio médio – diferença entre o preço teto estabelecido pelo governo e o valor ofertado pela empresa – de 30,83%. Ao todo, 33 empreendimentos vendedores fornecerão energia para as compradoras Equatorial Energia do Pará, do Maranhão, e para a Light.

O preço médio foi de R$ 165,11 por megawatt-hora. Cada fonte de energia – biomassa, eólica, hidráulica e solar – tinha um preço teto próprio. Em leilões de energia, vence quem oferece o menor preço por MWh. O certame foi feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com coordenação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com a CCEE, apenas duas sucroenergéticas venderam energia no leilão: a usina Jussara, do grupo Melhoramentos, e a Barra Grande, da Zilor. 

A primeira, localizada no município paranaense homônimo, deve investir R$ 63,95 milhões e oferecer 753,88 GWh a um preço médio de R$ 174,00/MWh. Já a segunda, situada em Lençóis Paulista (SP), investirá R$ 250,1 milhões para fornecer 3.383,68 GWh a R$ 177,20/MWh. O preço de referência para a biomassa era de R$ 292,00/MWh.

Juntas, as duas companhias pretendem aportar R$ 314,05 milhões para a cogeração de 4.137,55 GWh.

No caso do fornecimento de energia solar, eólica e a biomassa os contratos são de 20 anos. O suprimento deve ser feito de 1º de janeiro de 2024 a 31 de dezembro de 2043. Já o fornecimento de energia hidráulica terá contrato de 30 anos, com suprimento de 1º de janeiro de 2024 a 31 de dezembro de 2053.

A potência será de 547,39 MW para venda no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), no qual o consumidor compra energia diretamente das distribuidoras e no qual estão pequenas e médias empresas e a maioria dos consumidores residenciais. O investimento será de R$ 2,2 bilhões.

Em seguida, foi realizado o certame A-4 – também de energia nova – cujo suprimento será a partir de 1º de janeiro de 2025.

Segundo o gerente-executivo da secretaria executiva de leilões da Aneel, André Patrus, a economia feita por meio dos deságios dos leilões permitirá a redução de 1,31 ponto percentual nas tarifas de energia elétrica. “O A-3 configura uma economia de R$ 1,37 bilhão e o A-4, R$ 1,17 bilhão. Somando tudo dá uma economia de R$ 2,54 bilhões e esta economia evita um aumento tarifário de 1,3 ponto percentual”, afirmou.

Ludmylla Rocha
Com informações adicionais NovaCana


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