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Cogeração de energia

MS gera mais energia a partir da cana do que precisa para consumo residencial

Usinas exportaram 2,3 milhões de MWh para o Sistema Interligado Nacional (SIN), enquanto consumo residencial foi de 2,1 milhões de MWh


G1 - 16 mar 2022 - 15:02
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Bagaço da cana-de-açúcar para a geração de energia elétrica

As usinas sucroenergéticas de Mato Grosso do Sul disponibilizaram 2,3 milhões de megawatts-hora (MWh) para o Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2021. A energia elétrica foi cogerada a partir da queima de subprodutos do setor, como o bagaço e a palha da cana-de-açúcar.

A quantidade foi superior ao consumo residencial nos 74 municípios do estado atendidos pela concessionária Energisa MS no ano passado, de 2,1 milhões de MWh.

Em relação ao consumo total em toda a área de abrangência da concessionária em Mato Grosso do Sul em 2021, 6,045 MWh, o volume produzido pelas indústrias de etanol e açúcar representou 38,3%.

Segundo a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), das 17 plantas sucroenergéticas do estado, 11 (64%) estão exportando energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Em 2021, do total disponibilizado para o SIN, 830,9 mil MWh passaram pela rede conectada ao sistema da Energisa MS. Esse volume corresponde a 13,7% do consumo na área de abrangência da empresa no estado.

“Vemos de forma positiva o aumento da matriz de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. Temos várias usinas termoelétricas em que a principal fonte é a biomassa, como as sucroenergéticas. Isso evidencia o desenvolvimento do estado e contribui para o atendimento das novas demandas, além de gerar emprego e renda. As fontes de biomassa, além disso, são importantes para a descarbonização e sustentabilidade, contribuindo para reduzir a emissão de poluentes”, ressalta o gerente da área de Planejamento e Orçamento da Energisa MS, Antonio Matos.

Segundo o presidente do conselho deliberativo da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), Amaury Pekelman, a cogeração de bioeletricidade tem se destacado muito por conta de sua sustentabilidade.

“A bioeletricidade gerada a partir da biomassa da cana traz ganhos ambientais e econômicos. Se trata de uma fonte de energia limpa e renovável que proporciona segurança energética e contribui para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa, reforçando a participação das usinas que operam no estado em programas como o RenovaBio”, ressalta.

Pekelman reforçou ainda que a utilização desta fonte de energia estimula a geração de empregos e novos investimentos no estado. Disse também que é uma opção que complementa na matriz a energia produzida pelas hidrelétricas, sendo alternativa no período de pouca chuva, quando os reservatórios destes empreendimentos sofrem com a redução do volume de água.

Outro ponto ressaltado pelo presidente do conselho da Biosul é o da economia com a estrutura de transmissão da energia cogerada pelas usinas sucroenergéticas, já que como elas se localizam mais próximas aos centros consumidores.

Consumo do estado

Segundo a Energisa, o segmento residencial é o maior consumidor de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, respondendo por 35% da demanda. Na sequência, estão as demandas industriais (23%), comerciais (19%) e rurais (11%), com outras classes correspondendo aos 11% restantes.

O recorde de consumo de energia em Mato Grosso do Sul foi registrado às 22h do dia 15 de fevereiro deste ano, pela Energisa, 1.213 MW. A quantidade superou em 26 MW a máxima histórica anterior. A diferença é suficiente para abastecer toda a região de Aquidauana.

Desse número, 36% do consumo foi de residências, 19% de estabelecimentos comerciais, 24% de locais industriais e 22% de consumo rural e demais classes.

“Esse aumento condiz com o esperado, tendo em vista o crescimento do estado e as altas temperaturas que se apresentam entre setembro e março; logo não há risco de não atendimento a esta demanda, pois todo o nosso sistema elétrico está planejado para uma capacidade bastante superior aos nossos picos históricos”, afirma o gerente de operação da Energisa, Fernando Corradi.

Segundo a concessionária, o novo recorde trouxe uma informação que demonstra alteração nos hábitos de consumo no estado. Em anos anteriores o pico de carga, conforme a Energisa, era próximo às 14h (o recorde anterior foi registrado às 14h30), mas com o crescimento da instalação de painéis solares ocorreu uma alteração dessa elevação de consumo, que foi para o período noturno.

Anderson Viegas


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