Cogeração de energia

EPE conclui cadastramento para o Leilão A-4/2020 com 21 termelétricas a biomassa

Usinas que utilizam a cana-de-açúcar para gerar energia somaram 1,15 GW de capacidade, o equivalente a 2,23% do total cadastrado para o certame


EPE - 22 jan 2020 - 07:34

Anunciado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em dezembro, o Leilão de Energia Nova A-4/2020 teve seu cadastramento encerrado na última sexta-feira (17), às 12h. Previsto para ser realizado em 28 de maio, o leilão deve contar com participação das fontes hidrelétrica (com capacidade instalada de 1 a 50MW), eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa, com início de suprimento em 1° de janeiro de 2024.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME, foram cadastrados 1.528 projetos, totalizando 51,44 GW de capacidade instalada. Especificamente, as termelétricas a biomassa somaram 21 projetos, com 1,15 GW de capacidade, ou 2,23% do total. Destes projetos, oito estão em São Paulo e cinco em Mato Grosso do Sul. Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná cadastraram, cada um, dois projetos.

As fontes eólica e solar fotovoltaica foram as que apresentaram as maiores ofertas de projetos cadastrados e de capacidade instalada, com 659 e 794 cada, respectivamente. As fotovoltaicas atingiram 28,7 GW de potência, enquanto as eólicas ficaram um pouco abaixo destas, com 20,8 GW.

“Vale salientar que, conforme definido na Portaria MME nº 455/2019, a contratação de novos empreendimentos de geração nesse leilão dependerá da demanda que será declarada pelas distribuidoras”, reforça a EPE.

Cadastro reaproveitado

De acordo com a EPE, 62,2% dos projetos cadastrados optaram por aproveitar o cadastramento realizado para os leilões de energia nova de 2019. “Esses projetos foram dispensados da reapresentação da totalidade dos documentos, desde que mantidas inalteradas suas características técnicas em relação aos projetos cadastrados nos Leilões A-4 e A-6 de 2019”, explica a entidade.

Ainda segundo a EPE, estes cadastros foram feitos exclusivamente por meio do Sistema de Acompanhamento de Empreendimentos Geradores de Energia Elétrica (AEGE), sendo que eventuais documentos complementares deverão ser enviados diretamente à EPE.

“O aproveitamento de projetos, principalmente àqueles habilitados, traz otimização ao processo de análise técnica, diminuindo a necessidade de retrabalho e aumentando sua eficiência, tanto para os empreendedores quanto para a EPE, permitindo um cronograma mais enxuto para o leilão”, detalha.

Entretanto, o fato de um empreendimento ter sido habilitado em um certame não significa que sua habilitação será automaticamente aceita no leilão seguinte. “Todos os projetos serão objeto de análise, porém, mais centrada em parâmetros específicos do leilão, como cronograma, orçamento e ponto de conexão”, ressalva a EPE.

Com edição novaCana.com