PUBLICIDADE
BN novacana 1300x150
Cogeração de energia

Empresas de cogeração por biomassa também querem mais dez anos de subsídios

Indústria fala em falta de isonomia no setor elétrico


Agência Estado - 08 fev 2021 - 15:33

A Associação da Indústria da Cogeração (Cogen) se manifestou em nota pedindo para que a manutenção, por mais dez anos, dos subsídios às hidrelétricas com até 30 MW de potência, conforme a redação da Medida Provisória nº 998/20, aprovada no Senado Federal na semana passada, abarque “todas as fontes renováveis operando no setor elétrico”.

“A nosso ver, [a isenção] deveria ser adotada para todas as fontes renováveis operando no setor elétrico”. escreveu o presidente executivo da Cogen, Newton Duarte. “Se for mantida esta exceção, poderemos vivenciar a falta de isonomia na competição dentre as diversas fontes renováveis, criando-se uma incorreta vantagem para uma única fonte, neste caso, para as pequenas hidrelétricas”.

Conforme o Broadcast Energia publicou na sexta-feira, 5, os empresários de pequenas hidrelétricas conseguiram manter uma emenda que posterga os descontos no uso do fio. A redação final aguarda a sanção presidencial. A manutenção do texto, no entanto, vai à contramão da “MP do Consumidor”, já que perpetua, por mais cinco anos, o desconto de 50% nos encargos referentes a utilização das redes de transmissão e distribuição às hidrelétricas de menor porte. Depois, o porcentual de desconto nas tarifas cai para 25% por mais cinco anos.

“Esperamos poder contar com ações do poder executivo quanto à ampliação dos prazos para todas as fontes que já gozavam dos incentivos até então. A isonomia deve ser mantida em respeito aos investidores dos setores de geração e cogeração de todo o País”, completou Duarte.

O discurso de isonomia entre as fontes também esteve presente em diversas manifestações passadas da presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum. No entanto, a declaração desta vez teve outro foco.

“A aprovação da Medida Provisória nº 998 é uma importante vitória do setor elétrico brasileiro, não apenas pelo seu conteúdo, essencialmente técnico e que foi amplamente discutido com os agentes, mas pela agilidade com que o Ministério atuou desde o início da pandemia para que os problemas não gerassem um problema gigantesco para todo o setor e especialmente para o consumidor. O esforço foi louvável e recebemos a notícia da aprovação como um importante sinal de avanço”, escreveu Gannoum.

Wagner Freire e Wilian Miron


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail

PUBLICIDADE
Card image


x