BASF
Cogeração de energia

Aneel aponta quatro empreendimentos de cogeração que estão com dificuldades

Documentos apresentam nível de viabilidade das obras – número de usinas investindo na energia do bagaço de cana-de-açúcar aumentou


novaCana.com - 13 dez 2018 - 10:10

Dadas as constantes oscilações de preço do etanol e do açúcar, a cogeração de energia se tornou um trunfo para muitas usinas. Afinal, a utilização do bagaço de cana-de-açúcar para este fim pode significar estabilidade financeira, sendo a diferença entre um resultado negativo e um positivo nos balanços, conforme destacou o sócio-fundador da consultoria FG/A, Juliano Merlotto, durante o NovaCana Ethanol Conference 2018.

De acordo com ele, a capacidade de gerar energia funciona como uma espécie de ‘abatedor de custos’, gerando caixa ao mesmo tempo em que aproveita um resíduo da indústria. O mesmo argumento foi utilizado pelo analista de ações do BTG Pactual, Thiago Duarte.

Contudo, as empresas precisam de uma estrutura adequada para atingir esses resultados. As companhias que estão em processo de construção ou ampliação de suas unidades de cogeração também sofrem com oscilações de mercado, situação de recuperação financeira e flutuações nos preços, o que pode atrapalhar os investimentos.

No início de dezembro, o novaCana atualizou o mapa da cogeração com os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre as 27 usinas que estão investindo na produção de energia a partir do bagaço de cana. Com base no acompanhamento do órgão, é possível saber o andamento dos projetos e suas reais possibilidades de saírem do papel.

Para isso, a Aneel se vale de dois critérios principais. O primeiro deles divide os empreendimentos de cogeração em categorias de baixa, média e alta viabilidade de funcionamento. Quando as obras estão atrasadas, os processos foram revogados ou a documentação necessária não foi entregue, é este critério que define e reduz a viabilidade do empreendimento.

Já o outro critério se refere especificamente ao Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (Rapeel), que a usina deve apresentar periodicamente à Aneel, seja para novos empreendimentos ou para ampliações.

A partir destes documentos, a Aneel classifica os empreendimentos de A a D. Na versão mais recente do relatório, 86% das UTEs possuem conceito A enquanto 8,7% possuem conceito D.

Na última análise, publicada em maio pelo novaCana, 12 empreendimentos geradores de energia por meio da cana-de-açúcar eram acompanhados pela Aneel. Agora, o número subiu para 17, o que representa uma melhora frente às dificuldades encontradas no setor.

Entretanto, quatro empreendimentos receberam a classificação D. No levantamento anterior, apenas dois projetos levaram esta nota.

Além disso, a Aneel já chegou a registrar o acompanhamento de 22 projetos com bagaço de cana, em maio de 2017.

Confira, no conteúdo completo:

- Avaliação da Aneel dos projetos em andamento
- Lista de usinas que deixaram de ser acompanhadas pelo órgão
- Projetos problemáticos
- Exigências da Aneel para novos empreendimentos de cogeração de energia

exclusivo assinantes

O texto completo desta página
está disponível apenas aos assinantes do site

veja como é fácil e rápido assinar

ou