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Cana: Variedades

[Entrevista] Cana transgênica dominará os canaviais em dois ciclos, diz Viler Janeiro, do CTC

Em conversa com o novaCana, diretor de assuntos corporativos do CTC explora o futuro da CTC4, da cana transgênica e dos canaviais brasileiros, passando pelas mudanças na Lei de Proteção de Cultivares


novaCana.com - 07 mar 2019 - 07:37 - Última atualização em: 07 mar 2019 - 13:21
“Correção na Lei de Proteção de Cultivares precisa ter efeito imediato”, afirma Viler Janeiro

Com duas variedades de cana-transgênica já aprovadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), uma subsidiária nos Estados Unidos em funcionamento desde o último trimestre de 2018 e uma das variedades de maior destaque no mais recente censo dos canaviais, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) parece estar de olho no futuro.

Mesmo assim, o diretor de assuntos corporativos da companhia, Viler Janeiro, não descola os dois pés do chão. Em entrevista ao novaCana, ele comentou as perspectivas do CTC para este e para os próximos anos, sempre atento às tendências já apresentadas pelo setor.

“A estratégia para crescimento do market share está baseada na demonstração para os usuários dos resultados de produtividade e margens obtidos com o uso das principais variedades comerciais”, afirma. De acordo com ele, o CTC também deve realizar o lançamento de novas variedades com desempenho “significativamente superior” ao dos principais padrões do mercado e prestação de serviços de assistência técnica “sem paralelo”.

Ao mesmo tempo, Janeiro também comenta assuntos delicados, como o pleito do CTC por mudanças na Lei de Proteção de Cultivares. Pelas regras atuais, a CTC4 – atual ‘campeã’ da companhia e segunda maior variedade de cana em concentração no Centro-Sul – deixará de render royalties em 2020, o que pode ter impacto no caixa do CTC.

“Trata-se de uma questão abrangente e de vital importância para o setor”, garante e defende: “As discussões em torno da extensão da Lei de Proteção de Cultivares visam viabilizar as iniciativas de melhoramento genético e pesquisa em cana-de-açúcar”.

“Estimamos que, possivelmente, em um prazo inferior a dois ciclos da cana, as variedades geneticamente modificadas representarão a maior parte do canavial brasileiro”

Na entrevista concedida ao novaCana, Janeiro também explora as perspectivas para a cana transgênica, a CTC4 e a pesquisa de novas variedades no Brasil.

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