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Quanto pagam as usinas? Estudo detalha salários médios do setor sucroenergético

Pela primeira vez, valores recebidos por diretores, especialistas e técnicos são incluídos em pesquisa da Wiabiliza


novaCana.com - 02 mai 2019 - 10:50

A opção por salários nominais menores, acompanhados por ganhos extras calculados a partir dos resultados alcançados, tem se transformado em uma tendência no setor de açúcar e etanol. Entre 2017 e 2018, pouco mudou nas cifras dos executivos das usinas, com as remunerações tendo apenas pequenas alterações. E a expectativa é de manutenção deste cenário em 2019.

Esta é uma das conclusões do estudo de gestão da remuneração, elaborado pela consultoria empresarial Wiabiliza, que, desde 2008, faz a maior pesquisa salarial do setor sucroenergético. Os dados apontam a evolução de remuneração de 317 cargos do setor, divididos entre áreas de gestão, administração e operação.

Em 2018, a análise envolveu 106 unidades de 38 grupos sucroenergéticos, localizadas em oito estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão. Das empresas, 44% têm entre 1.001 e 2 mil funcionários e quase 70% produzem etanol, açúcar e energia.

A adesão é voluntária e as unidades participantes enviam as informações por meio dos seus representantes da área de recursos humanos. Em contrapartida, as usinas recebem um estudo no qual são comparadas com as concorrentes – assim, o material é usado para tomada de decisões estratégicas. “Eles já confiam bastante, pois estamos há quase 20 anos no setor e, todo ano, buscamos essas informações”, explica o presidente da Wiabiliza, Jorge Ruivo.

Com as médias salariais e a evolução das remunerações nominais, a Wiabiliza aponta uma tendência de “paralisação” do mercado. Segundo a consultoria, as multinacionais cresceram por expansão dos negócios, aquisições ou pela troca de executivos que não tinham bons resultados. Por outro lado, tais mudanças não significam necessariamente uma redução de despesas com pagamentos de funcionários, pois o setor passou a carecer cada vez mais de profissionais de primeiro escalão.

No caminho da estabilidade salarial, Ruivo não tem perspectivas de aumento real na remuneração: “Se cresceu um pouquinho ou está quase igual, pode ser uma questão de convenção coletiva. Aplicou a lei, cresceu um pouco, mas nada muito expressivo. Essa estabilidade imagino que vá continuar”, completa. Com isso, a variação salarial apresentada foi, em grande parte, o resultado de negociações coletivas.

Confira, na versão completa, salários das áreas de gestão, administrativa e operacional, e a evolução nos últimos sete anos. Além disso, as análises em relação ao cenário salarial do setor.

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