Trabalhadores

Ex-funcionários da usina São Fernando fazem protesto exigindo prioridade em acerto

Empresa foi comprada em leilão e trabalhadores querem pagamento em atraso desde 2017


Campo Grande News (MS) - 07 abr 2022 - 08:15
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Com faixas e cartazes, grupo foi para frente do Fórum da cidade

Ex-funcionários da usina São Fernando, falida há cinco anos, reuniram-se em frente ao Fórum de Dourados na manhã de ontem, 6, para protestar. Usando faixas e cartazes, os trabalhadores pedem que o acerto trabalhista, que até hoje não foi pago, seja prioridade, já que a unidade industrial foi comprada em leilão pela Pedra Agroindustrial, de São Paulo.

“Esses trabalhadores perderam seus empregos. Estão esperando desde 2017 e, hoje, esse crédito trabalhista tem até caráter alimentar”, comentou a advogada Ethel Eleonora Fernando, que representa parte dos 3.222 profissionais que aguardam pelo dinheiro devido.

De acordo com a advogada, uma alteração na lei feita em 2020 abre brecha para que o pagamento de prestadores de serviço não seja prioridade. No entanto, no entendimento da defesa dos manifestantes, a mudança não se aplica ao caso porque a falência da São Fernando foi decretada em 2017. Ao todo, a soma do débito com os trabalhadores é de R$ 50,4 milhões.

Com dívida atual na casa dos R$ 2 bilhões, a São Fernando foi inaugurada em 2009 como um dos maiores projetos de produção de açúcar e etanol do Brasil. Ela foi construída pelos filhos do pecuarista José Carlos Bumlai, que ficou conhecido como amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O conglomerado de indústrias localizado na margem da MS-379, entre Dourados e Laguna Carapã, é formado por cinco empresas: São Fernando Açúcar e Álcool, São Fernando Energia I e II, São Marcos Energia e Participações e São Pio Empreendimentos e Participações.

Clayton Neves e Helio de Freitas


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