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Cana: Safra / Moagem

Unica ainda avalia qual será o impacto da estiagem na safra 2014/15


Agência Estado - 17 mar 2014 - 16:38 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

A União das Indústrias de Cana-de-açúcar (Unica) ainda avalia qual será o impacto da estiagem do início do ano para a safra 2014/2015, afirmou nesta segunda-feira a diretora-presidente da entidade, Elizabeth Farina. A falta de chuvas afeta o Centro-Sul, maior região produtora de cana. Segundo ela, as revisões para o próximo ciclo devem ser divulgadas em abril.

Apesar de uma possível alta nos preços internacionais do açúcar com a queda da produção brasileira, Elizabeth não acredita numa mudança significativa no mix de produção das usinas. 'Os preços são muito voláteis, ainda não é possível prever se haverá mudança do etanol para o açúcar', explicou.

A seca também não preocupa o Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o diretor de Combustíveis Renováveis, Ricardo Dornelles, a estiagem não comprometerá o abastecimento de combustíveis do País. 'Já tivemos queda de safra de 20% e garantimos o abastecimento. Não há risco de desabastecimento', afirmou.

Tributo

Considerando que não há espaço para a retomada da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina no curto prazo, a diretora Unica listou duas medidas possíveis para a recuperação do setor sucroenergético num futuro breve.

A primeira delas, apontou Elizabeth, seria o aumento da mistura do etanol anidro na gasolina, hoje em 25%, para 27% ou 27,5%. Com a medida, o crescimento da demanda incentivaria o aumento de produção e, em alguma medida, os investimentos no setor.

Paralelamente, Elizabeth citou a implementação, 'de fato', da desoneração do PIS/Cofins para o setor. Criada a partir de uma Medida Provisória (MP) e transformada em lei em setembro, a transformação do PIS/Cofins em crédito presumido para as empresas do setor de açúcar e etanol ainda depende de um decreto para sua regulamentação.

Preços

Em entrevista a jornalistas, Elizabeth também comentou a política de preços de Petrobras, que, segundo ela, contribuiu para a retração do setor. Para a especialista, mesmo se houver um aumento nos preços da gasolina e do diesel ainda em 2014 - o que considera pouco provável, já que este é um ano eleitoral -, se for pontual, o reajuste ainda deixa o setor inseguro. 'Um reajuste no preço é importante, mas o mais importante é saber qual o modelo, qual a metodologia para a formação dos preços dos combustíveis', defendeu.


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