Cana: Safra / Moagem

Tempo seco não teve efeito ruim nesta safra, mas pode afetar a próxima, diz Plinio Nastari


Agência Estado - 24 set 2020 - 15:40

O ano mais seco do que o normal deve ter pouco efeito na safra 2020/21 de cana-de-açúcar no Brasil, de acordo com o presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari. Ele afirmou ao Broadcast Agro, no entanto, que o tempo menos úmido pode afetar a safra seguinte, 2021/22, que começa em abril do ano que vem, a depender de como será o verão. “O destino da safra 2021/22 vai depender do clima”, afirmou.

“Este ano foi relativamente mais seco do que o normal”, disse ele. “Esse é o motivo para a concentração de açúcares na cana estar mais alta. E felizmente, o rendimento agrícola também está mais alto. Então é um ano de produção boa”, prosseguiu.

No entanto, ele fez duas ressalvas: primeiramente, o ano seco atrasou o desenvolvimento fisiológico da cana-planta – a do primeiro corte – e da cana soca em decorrência da falta de chuvas. Além disso, houve aumento nos incêndios “tanto os naturais quanto os criminosos”, o que prejudica a cana em brotação. “Isso afeta o desenvolvimento, porque quando pega fogo há falha de brotação e tem que começar do zero”, afirmou.

As chuvas nos últimos dias, diz ele, foram positivas, mas ainda limitadas para compensar o efeito da seca. “Regra geral, o impacto do clima este ano não é impacto negativo, que afete a produção no ano. Mas chama a atenção para o ano que vem”, disse Nastari. “Já está determinado que ano que vem vai ser afetado? Ainda não, porque tudo vai depender do clima agora no verão de novembro a março próximos”.

Augusto Decker


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail