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Cana: Safra / Moagem

Safra mais alcooleira no Norte-Nordeste favorece produção de etanol anidro


NovaBio - 28 out 2021 - 16:02

A moagem de cana pelas unidades produtoras do Norte-Nordeste na safra 2021/22 somou 19,41 milhões de toneladas até o dia 15 de outubro, um aumento de 2,3% contra os 18,97 milhões de toneladas processadas no mesmo período da safra 2020/21. Indicadores compilados pela Associação dos Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) revelam que a atual safra na região segue mais alcooleira do que no ciclo anterior.

Considerando o total de cana moída desde o início da safra, em maio, até o final da primeira quinzena deste mês, o equivalente a 67,57% deste volume foi destinado à fabricação de etanol e 32,43% para o açúcar. Na safra passada, este mix foi de 66,84% e 33,16%, respectivamente.

A produção total de etanol (anidro e hidratado) já somou 951 mil litros, crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando foram produzidos 919 mil litros.

Desde o início da moagem 2021/22, a indústria sucroenergética do Norte-Nordeste fabricou 498,2 mil litros de etanol anidro, volume 12,2% superior ao ciclo anterior, quando o total foi de 444 mil litros.

A perspectiva da NovaBio é que, até o encerramento da safra, em março de 2022, a produção de etanol cresça para mais de 2,3 bilhões de litros, volume cerca de 7,6% maior em relação à safra 2020/2021.

Anidro e hidratado

O presidente da NovaBio, Renato Cunha, ressalta o empenho do setor produtivo do Norte-Nordeste em honrar com os compromissos assumidos com o governo federal para manter a entrega do anidro, com o crescimento da produção de etanol concentrado no biocombustível destinado à mistura na gasolina.

“Estes números das indústrias reforçam o comprometimento do setor sucroenergético com a segurança energética do Brasil. Comparado à safra anterior, o estoque físico de etanol anidro no Norte-Nordeste, até 15 de outubro, já garante segurança no abastecimento, tendo aumentado 33,48%. Ou seja, são 190,8 mil litros ante 143 mil litros registrados no mesmo período de 2020/21”, afirma o executivo, que também preside o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE).

Ele também avalia a situação atual e as perspectivas de produção em relação ao etanol hidratado, que até o último dia 15 de outubro apresentou queda, chegando a 452,7 mil litros em comparação com os 475,1 mil litros verificados no ciclo anterior. “Essa retração reflete, sobretudo, o consumo oscilante do combustível em função dos contextos da crise sanitária”, acredita.

O estoque físico do hidratado recuou 7,75%, totalizando 138 milhões de litros contra 149,6 milhões armazenados em 2020/21. No total, os estoques do Norte-Nordeste para os dois produtos, anidro e hidratado, somavam 328,9 mil litros em 15 de outubro, volume 12,4% maior do que no ciclo passado, com 292,6 milhões de litros.

Açúcar e ATR

No acumulado de maio a 15 de outubro deste ano, a produção de açúcar apresentou leve alta em relação ao mesmo período da safra anterior. As usinas da região fabricaram 776 mil toneladas, quantidade 0,3% superior ao ano passado, com 774 mil toneladas.

A expectativa do setor no Norte-Nordeste é de que a moagem 2021/2022 seja concluída com a fabricação de 3,2 milhões de toneladas do produto. Esse volume seria 7,6% maior do que o verificado em 2020/21, que foi de 3 milhões de toneladas.

Já em relação à quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), as projeções do setor para o Norte-Nordeste apontam para um índice médio de 133 kg/t.

No Norte, a safra vai de maio a abril nos estados do Ceará, Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. No Nordeste, a moagem é feita entre os meses de setembro e agosto nos estados de Pernambuco, Alagoas, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.

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