Cana: Safra / Moagem

Em safra mais curta, Paraná reduz produção de etanol e retoma perfil açucareiro


Money Times - 30 jul 2020 - 14:05

Perto de entrar na fase final da safra de cana 2020/21, o Paraná deve voltar à tradição açucareira. Ao contrário das duas últimas temporadas, a concentração produtiva do atual ciclo foi voltada para o adoçante, com um mix acumulado de 58% para o açúcar e 42% para o biocombustível.

Como boa parte das usinas do Centro-Sul, as 19 unidades paranaenses em operação se aproveitaram da valorização do açúcar no primeiro semestre, causada pela desvalorização do real frente ao dólar. Com as cotações da commodity entre 11 e 12 centavos de dólar por libra-peso, as usinas produziram e exportaram mais a commodity.

A estratégia minimizou os efeitos da pandemia de coronavírus, que dá as cartas desde março. A queda na demanda consolidou um período de preços achatados, o que garantiu a maior produção de açúcar.

Nos próximos meses, o ritmo da safra no Estado deve ser ditado pelas condições de clima, de acordo com o presidente da Alcopar, Miguel Tranin.

Ele explica que a maior parte das unidades programou o encerramento da moagem para novembro. Porém, se a estiagem prosseguir e acelerar a colheita, o ciclo não deve ir além de outubro.

Ainda de acordo com Tranin, a opção das associadas à Alcopar por uma maior produção de etanol nas duas últimas temporadas foi motivada pela crise internacional de preços, causada pelo excesso de oferta de açúcar vinda da Índia

Agora, a expectativa é que a temporada 2020/21 termine com 2 milhões de toneladas de açúcar. Já a produção de etanol hidratado deve chegar a 1 bilhão de litros, enquanto a de anidro deve ficar em torno de 500 a 600 milhões de litros.

Segundo Tranin, que tem acesso aos relatórios das usinas paranaenses, o total de cana deverá chegar a 33,5 milhões de toneladas.

Também de acordo com ele, o volume está de acordo com as previsões iniciais de safra.

Giovanni Lorenzon


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail