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Cana: Safra / Moagem

Safra mais alcooleira deve ser mais evidente no que vem


Agência Estado - 29 mai 2013 - 09:13 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Produtores brasileiros devem preferir aumentar a produção de etanol neste ano e reduzir sua exposição em açúcar se os preços mundiais permanecerem baixos, mas esse movimento deve ser mais evidente no ano que vem, avalia o presidente da Datagro, Plínio Nastari. 'A Datagro tem sido bastante conservadora em relação ao mix de produção de açúcar que deve migrar para etanol neste ano', afirmou Nastari. 'Será uma safra mais alcooleira, mas não tanto quanto se espera. O maior volume será no ano que vem', ponderou, evitando dar porcentuais.

Nesta terça-feira, durante o seminário Perspectivas para o Agribusiness 2013 e 2014, promovido pela BM&F Bovespa, em São Paulo, Nastari comentou que os custos não devem cair na mesma proporção da recuperação da produtividade, por causa, principalmente, dos impactos da Lei dos Caminhoneiros e dos custos logísticos. Em 2012/13, segundo ele, pode-se observar excedente de 8,32 milhões de toneladas de açúcar. No entanto, no próximo ciclo, esse volume será insignificante, de apenas 430 mil toneladas. 'Essa também é uma oportunidade para outras geografias do mundo expandirem sua participação na oferta', ressalta.

Sobre capacidade instalada das usinas brasileiras, que está próxima de sua totalidade, Nastari avalia que, no cenário internacional, somente o incremento de preços do açúcar entre 3 e 5 cents por libra-peso acima do custo marginal do produtor poderia estimular novos investimentos. Se isso acontecer - a indústria atingir a capacidade instalada - será dada prioridade aos mercados de açúcar e anidro, que tradicionalmente remuneram melhor o produtor. 'O hidratado será mantido e controlado como demanda latente, funcionando como um regulador.'


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