Cana: Safra / Moagem

Produção de cana-de-açúcar do MS deve ter aumento de 5% na safra 2018/19

Produção do etanol hidratado aumentou 63% em relação ao mesmo período do ano passado


Capital News (MS) - 28 ago 2018 - 07:27

O Mato Grosso Sul tem uma expectativa de colheita de 5% a mais de cana-de-açúcar em relação à safra 2017/2018. De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o estado pode colher 49,3 milhões de toneladas em 2018/2019, ante as 46,7 milhões de toneladas vistas na safra anterior.

Segundo a Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), de abril a junho deste ano, o setor sucroalcooleiro produziu um volume 15% maior do no mesmo período do ano passado, acumulando um montante de 24 milhões de toneladas. Os especialistas do setor apontam que esse aumento se deve às condições climáticas favoráveis, ou seja, ao volume de chuva considerado ideal e às poucas geadas.

O órgão ainda divulgou, por meio de nota, que a fabricação de etanol hidratado apresenta um aumento de 63% na safra atual. A produção do biocombustível alcançou o volume de 1,23 bilhão de litros até a última quinzena de julho, enquanto que no mesmo período acumulado da safra anterior o registro foi de 753,73 milhões de litros. Já a produção do etanol anidro teve redução de 1,81%, com 369,84 milhões de litros, ante 376,64 milhões de litros.

O açúcar, em baixa no mercado internacional, também teve uma retração na produção até o momento, comparado ao mesmo período da safra anterior. Segundo o acompanhamento da Associação, a produção do açúcar foi de 515,64 mil toneladas, contra 716,38 mil toneladas no mesmo período acumulado da safra anterior, uma queda de 28%.

De acordo com o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho, a produção segue adiantada com relação à safra anterior. Com relação aos produtos, para Hollanda, a produção do etanol sempre foi uma característica no Estado, contudo, está se acentuando ainda mais nesta colheita por condições favoráveis de mercado. “O Mato Grosso do Sul sempre teve a produção voltada para o etanol, cerca de 70%, porém, neste ano, ela está maior pelo baixo preço das commodities”, avaliou.

Flávio Veras


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