BASF
Cana: Safra / Moagem

Grupo Carlos Lyra aposta em 2018/19 como uma safra de recuperação


Jornal de Alagoas - 13 mar 2019 - 07:31
“A safra deste ano está um pouco maior. As duas unidades juntas deverão moer cerca de 2,85 milhões de toneladas de cana. Será uma moagem de recuperação”, Magno Brito (Grupo Carlos Lyra)

Com a expectativa de moer aproximadamente 2,85 milhões de toneladas de cana, o Grupo Carlos Lyra, que responde pelas usinas Caeté e Marituba, projeta uma “moagem de recuperação” na temporada 2018/19.

De acordo com o diretor industrial Magno Brito, o grupo empresarial tem trabalhado no processo de renovação do canavial. “Estamos fazendo mais do que era previsto com a finalidade de recuperar o tempo perdido. O fornecedor tem procurado também renovar o canavial”, reforça.

Segundo Brito, o período mais seco sentido nesta moagem ocorreu até a primeira metade da safra (dezembro), registrando um ATR mais alto. “Nesta segunda fase, estamos com um ATR mais baixo. Quando chove muito, o canavial quer crescer e isso interfere na quantidade de açúcar que vem na cana. Mas, temos a certeza que a próxima safra será muito boa”, afirma.

O diretor Industrial relata ainda que, nesta safra, a exemplo da maioria das unidades industriais, o grupo reforçou a produção de etanol. “Este ano, na Caeté, tivemos a maior produção de etanol dentro de uma safra. A gente tem produzido cerca de 440 mil litros por dia, quando o nosso normal era 350 mil litros. Houve um aumento superior a 30%”, afirma.

De acordo com ele, a usina passou por um reforço na infraestrutura. “Fizemos investimentos aqui na Caeté aumentando a capacidade de produção e, agora, estamos trabalhando na ampliação a eficiência na área de fermentação”, destaca.

Segundo Brito, atualmente, as duas usinas (Caeté e Marituba) têm uma maior flexibilidade de produção: “Se for um ano com preço melhor para o açúcar, podemos ir para um mix mais açucareiro e vice-versa. Temos, hoje, uma variação deste mix que não existia no passado. Era praticamente fixo entre açúcar e álcool”.

Para Magno, as mudanças ocorridas na carga tributária do Estado contribuíram para ajudar na recuperação do setor. “Essa medida torna o nosso produto competitivo dentro e fora do Estado. Temos uma carga tributária parecida com a de Pernambuco, Sergipe e Paraíba e podemos trabalhar no mesmo patamar”, afirma e complementa: “O consumo do etanol no estado chegava ao máximo de 15%. Tudo era exportado. Hoje, temos um consumo em Alagoas representativo. Vender mais etanol e açúcar dentro do Estado é melhor para o governo. Queremos crescer no mercado interno”.