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Cana: Safra / Moagem

Depois da quebra, a manutenção: Perspectivas do Pecege para a safra 2022/23

Instituto aponta que a temporada será de uma recuperação modesta, com índices ainda abaixo da média histórica


NovaCana - 28 jun 2022 - 09:04

Depois de enfrentarem uma série de desafios climáticos na safra 2021/22, é normal que os produtores de cana-de-açúcar esperem por um cenário melhor na temporada seguinte. Entretanto, com pouco mais de dois meses do início do ciclo 2022/23, a recuperação se mostra tímida.

Após um primeiro trimestre mais chuvoso em 2022, a safra começou com um bom nível de umidade para os canaviais da região Centro-Sul. Apesar de serem boas notícias, as precipitações acabam influenciando na produtividade da cana-de-açúcar, levando a uma curva de açúcares totais recuperáveis (ATR) mais baixa do que a vista na temporada anterior.

No mais recente evento Expedição Custos Cana, promovido pelo Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), o analista Raphael Delloiagono explicou o contexto da safra até o dia 19 de junho e falou sobre quais são as perspectivas para os próximos meses em relação a moagem, qualidade, mix de produção e o futuro dos preços dos produtos.

O analista aponta que, em 2021/22, houve uma queda expressiva da qualidade da matéria-prima, porém, isso ocorreu apenas a partir do segundo semestre, como resultado das geadas que atingiram boa parte da região.

O ciclo atual, então, é visto como uma continuação da quebra, com índices ainda abaixo da média histórica. “Mas a expectativa é de que não ocorra um caimento acentuado, sob condições climáticas dentro da normalidade”, afirma.

Em relação ao direcionamento desta matéria-prima para a produção, o instituto acredita que 2022/23 será uma safra mais alcooleira. Afinal, houve uma valorização dos combustíveis, com aumentos recentes do preço do petróleo, principalmente devido a uma retomada do consumo e da guerra no leste europeu. “O início de safra geralmente é voltado ao etanol, mas agora foi maior do que o normal”, disse.

O analista ainda aponta que, nestes primeiros meses de temporada, o mix de produção aumentou em quase 5 pontos percentuais em benefício do biocombustível.

Ainda assim, o Pecege acredita que a temporada 2022/23 será de uma recuperação tímida. Isso ocorre porque o aumento previsto para a produção ainda deverá ser afetado pela reforma dos canaviais e pela migração de cultura, uma vez que os grãos, em especial milho e soja, estão sendo mais rentáveis aos produtores. Ou seja, há uma queda na área agrícola total destinada a cana nesta safra.

Confira no texto completo, exclusivo para assinantes, mais detalhes sobre as perspectivas do Pecege em relação à temporada corrente, incluindo projeções para a produção e para os preços de etanol e açúcar.


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