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Conab divulga levantamento de cana-de-açúcar e prevê crescimento para 2013


novaCana.com - 12 dez 2012 - 15:45

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (12) seu terceiro levantamento para a safra 2012/2013 de cana-de-açúcar. Os números indicam aumento de 6,20% na produção brasileira de cana em relação à safra anterior (de 560,36 milhões de toneladas 595,13 milhões de toneladas). Para a próxima safra a produção deve aumentar, de acordo a previsão do diretor de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Cid Caldas. Ele considerou que a retomada dos investimentos das usinas na renovação dos canaviais e a expansão da área cultivada favorecem o aumento da produção de cana.

Em relação a safra atual, o crescimento está sendo puxado pela performance do Centro-Sul, que tem previsão de aumento de 8,20% na safra; já para o Norte-Nordeste está previsto decréscimo de 8,80%.

Em cada um dos levantamentos realizados pela Conab, são programadas visitas dos técnicos a todas as unidades de produção em atividade. Os dados são colhidos por meio de questionários elaborados pelo órgão e permitem ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) conhecer, com a devida antecedência, qual a estimativa da safra. Os números ainda não estão totalmente fechados, o que só deve ocorrer em abril do próximo ano com a participação da produção nordestina que está em andamento.

Caso a previsão de 595,13 milhões de toneladas seja confirmada, apesar do crescimento em relação à última safra, a produção ainda ficaria inferior às safras de 2009/2010 e 2010/2011, auge de um crescimento constante que se verificava desde a safra 2000/2001.

Quanto à área cultivada, houve expansão de 2% em relação à safra passada. Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Mato Grosso foram os estados com maior acréscimo de áreas na parcela de colheita para a indústria.

O diretor de Política Agrícola e Informação da Conab, Silvio Porto, afirmou que as usinas comunicaram que 70% da área de expansão da cana ocorreu sobre pastagens e o restante sobre lavouras como soja, milho e laranja.

Dificuldades
A Conab considerou que o crescimento foi dificultado por causa da falta de investimento em ampliação e construção de novas unidades, bem como a renovação de áreas já cultivadas.

Cid Caldas afirmou, ainda, que a ausência de investimentos em novas unidades de produção de açúcar e álcool por enquanto não é preocupante, porque existe uma capacidade ociosa nas indústrias para processamento de 150 mil toneladas. Ele observa que a situação pode se complicar caso no próximo ano não sejam anunciados novos projetos, que levam de três a quatro anos para entrar em produção.

Produtividade
Pelo levantamento, a produtividade média brasileira está estimada em 69.846 kg/ha, 4,2% maior que na safra 2011/12, que foi de 67.060 kg/ha. Na Região Nordeste, o clima tem castigado os canaviais, provocando uma redução nas previsões iniciais da safra; como a safra desta região se estende  até março/abril, no entanto, o quadro ainda pode ser alterado para mais ou menos.

O levantamento da Conab confirma que as usinas estão priorizando a produção de açúcar, em virtude da melhor rentabilidade em relação ao etanol. A produção de açúcar cresceu 6,2% para 595,1 milhões de toneladas, com aumento de 8,2% no Centro-Sul (para 535,4 milhões de toneladas) e queda de 7,7% na região Nordeste (para 59,7 milhões de toneladas).

É estimada que a produção de etanol da safra 2012/2013 seja 5,22% menor do que a passada, chegando a 23,62 bilhões de litros. Deste total, 9,66 bilhões de litros serão de etanol anidro, e 13,96 bilhões de litros serão de etanol hidratado. Assim, o etanol anidro deverá ter uma redução de 0,88% na produção, e o etanol hidratado terá redução de 8,01%, quando comparados com a produção de etanol da safra anterior.

Até o final de novembro 93,3% do total estimado para produção de etanol já estava consolidado, sendo que na Região Centro-Sul, este percentual chega a 96,5%, e na Região Norte-Nordeste, ainda está em 56,3%.

O relatório pode acessado na íntegra aqui (.pdf).

Com informações da Agência Estado