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Projeção do Rabobank aponta para maior consumo de adubos no Brasil em 2023


Reuters - 10 nov 2022 - 08:44

As entregas de fertilizantes aos agricultores do Brasil devem crescer para 44,5 milhões de toneladas em 2023, ante 42,75 milhões de toneladas previstas para 2022, com os preços mais baixos dos insumos ajudando produtores a investir na adubação das lavouras, estimou nesta quarta-feira, 9, o Rabobank.

Mas o volume consumido no país, maior importador global de fertilizantes, ainda ficará abaixo do recorde de 45,8 milhões de toneladas do ano passado.

Em 2022, produtores reduziram a demanda por custos mais altos em meio a preocupações sobre a oferta pela guerra na Ucrânia.

Entretanto, à medida que os fertilizantes chegaram ao Brasil este ano, formando estoques, os preços foram pressionados, refletindo também as cotações globais, disse o analista do banco Bruno Fonseca.

“Os preços de fertilizantes estão em queda desde então, tiveram alta bastante grande (anteriormente), mas essa queda não tem sido suficiente para atrair a demanda para um nível bom (em 2022)”, explicou ele.

Com os estoques de passagem para 2023 estão “bastante altos”, disse o analista do Rabobank, “isso vai favorecer o consumo” no próximo ano.

“O consumo ainda vai ser abaixo de 2021 em 2023, mas vai ter retomada, os níveis de preços vêm caindo, há tendência de redução, e tem tendência de preços bastante bons e atrativos no ano que vem, a relação de troca tende a ficar muito boa para o produtor”, acrescentou ele.

O Brasil tem importado cerca de 85% de seu consumo total de fertilizantes. Após fortes desembarques do insumo nos primeiros meses do ano, com o setor buscando se precaver de eventuais problemas de oferta, as importações ficaram mais fracas recentemente.

Roberto Samora


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