Cana: Plantio

Grupos sucroenergéticos esperam alta de 5% da produtividade


Agência Estado - 24 abr 2015 - 16:22 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Grandes grupos sucroenergéticos esperam aumento de até 5% da produtividade - medida em tonelada de cana-de-açúcar colhida por hectare - na recém-iniciada safra 2015/2016, ante a safra 2014/2015. No entanto, a qualidade da cana de açúcar, em quilos de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana processada, deve ser inferior entre as safras.

Segundo avaliação de representantes das áreas agrícolas das companhias durante seminário da Canaplan, em Ribeirão Preto (SP), o clima, com mais chuvas para a atual safra, e os investimentos serão os principais fatores para mudança em 2015/2016.

O diretor de produção agrícola da Raízen, Fernando Lima, afirmou que a companhia projeta uma alta de 3% na produtividade de cana em 2015/2016 por causa das chuvas mais constantes, principalmente na região de Piracicaba (SP), mas alertou para o fato de que a estiagem forte no ano passado aumentou as pragas da cultura.

Para o diretor agroindustrial da Usina São Martinho, Mario Gandini, a estiagem de 2014 ainda impacta na qualidade da cana no primeiro terço da atual safra e as chuvas mais constantes no primeiro trimestre deste ano atrasaram a maturação da matéria-prima já colhida. "A produtividade já foi baixa ano passado e não esperamos algo melhor para este ano", disse.

Apesar de ainda traçar um cenário de estabilidade 2015/2016, o diretor agrícola da Tereos Internacional, Jaime Stupiello, avalia que a companhia ainda pode ter uma produtividade 5% maior na atual safra se a chuva for satisfatória entre maio e junho. "Mas se chover muito vai sobrar cana, porque as usinas terão de parar a moagem durante a safra e não conseguirão processar tudo", disse.

Stupiello afirma que a qualidade da cana deve ficar em 138 kg/ATR/t em 2015/2016, ante 142 kg/ATR/t na passada. As chuvas mais constantes no primeiro trimestre também no Triângulo Mineiro e Sul de Goiás, onde se concentra a produção da BP Biocombustíveis, animou a companhia, segundo Arnaldo Rigolin, gerente de desenvolvimento agrícola da multinacional. "A nossa primeira expectativa era muito pessimista, mas ampliamos a estimativa por conta da chuva. O ATR, no entanto, ainda é muito baixo no começo da safra", ponderou.

Já Edson Girondi, gerente de operações Agrícolas do Grupo Alto Alegre, avalia que a produtividade das usinas no Paraná, onde fica parte das unidades da companhia, deve variar entre 5% abaixo ou acima da obtida em 2014/2015. Com isso, segundo ele, a produção de cana nas usinas do Estado deve ficar estável em 2015/2016, em 43,1 milhões de t de cana.


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