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Chuvas de março foram positivas para canaviais de São Paulo, aponta CTBE

Boletim mensal aponta que o vigor vegetativo da cana está próximo à média histórica do estado


novaCana.com - 15 abr 2019 - 11:14

O maior volume de chuvas em março trouxe um resultado positivo para os canaviais de São Paulo e Goiás, estados que fazem parte de um acompanhamento mensal realizado pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

Segundo boletim divulgado hoje (15) pelo laboratório, que faz parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), as chuvas contribuíram para um balanço climatológico positivo em relação aos meses anteriores.

“Nessa conjuntura mais positiva, o vigor vegetativo dos canaviais ficou muito próximo à média histórica para grande parte das mesorregiões produtoras de cana no estado de São Paulo”, aponta o documento.

Entretanto, em Goiás, o boletim considera que algumas mesorregiões apresentaram valores de vigor vegetativo abaixo da média histórica. Isso provavelmente aconteceu devido ao déficit hídrico acumulado dos últimos meses.

“Para os próximos meses, como estamos adentrando a época de estiagem, espera-se que o volume de chuvas diminua e, caso o acumulado dos meses anteriores não seja o suficiente, a recuperação do vigor vegetativo dos canaviais pode ser comprometida, principalmente no estado de Goiás”, alerta.

São Paulo

Especificamente em São Paulo, a precipitação média de março foi de 155 milímetros – um valor próximo ao da média histórica das mesorregiões analisadas pelo CTBE. “Dessa forma, o balanço climatológico do estado continua aumentando positivamente com relação aos meses anteriores, principalmente na região norte, em que o déficit mínimo chega a atingir 18 milímetros apenas em algumas áreas pontuais”, complementa.

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De acordo com a análise, apenas duas regiões paulistas tiveram precipitação acima da média: Marília e a Macro Metropolitana Paulista. Nas demais, os valores ficaram próximos ou abaixo da média histórica da precipitação.

“Porém, isto não afetou o vigor vegetativo da cana-de-açúcar (representado pelo índice NDVI)”, aponta e detalha: “Metade das mesorregiões do estado de São Paulo apresentaram valores de NDVI próximo da média histórica e a outra metade, acima da média histórica”.

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Goiás

Por sua vez, em Goiás, a média de chuvas no sul do estado ficou levemente abaixo (10%) da média histórica para março, atingindo 173 milímetros.

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“Ainda assim, este volume de chuvas resultou em um balanço climatológico mais positivo com relação aos meses anteriores, praticamente sem regiões com déficits no sul do estado, uma vez que o valor mínimo não passa de 0,68 milímetros”, aponta.

Segundo o CTBE, apenas duas microrregiões de Goiás tiveram precipitação acima da média: Catalão e Meia Ponte. Ao mesmo tempo, a precipitação abaixo da média afetou o índice NDVI de quatro microrregiões: Anápolis, Anicuns, Goiânia e Sudoeste de Goiás.

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