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Cana: Mercado

Polícia registra 26 casos de incêndios criminosos em canaviais de Ourinhos


G1 - 08 jul 2014 - 09:30 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Incendiários estão levando prejuízo aos donos de canaviais na região de Ourinhos e risco aos moradores de sítios e fazendas. Na tentativa de flagrar os criminosos, alguns produtores rurais estão contratando seguranças que rondam os canaviais dia e noite.

Nos últimos três meses, 26 casos de incêndios criminosos foram registrados na polícia em Ourinhos. Alguns boletins de ocorrência são feitos por dano ao patrimônio. Até agora ninguém foi preso. "As vezes o crime é realmente intencional, a pessoa coloca fogo com a intenção de queimar o canavial, ou seja, é doloso. Ou muitas vezes é um ato vandalismo, ou de alguma pessoa que está passando pela região e acaba colocando fogo, por diversos motivos, as vezes sem intenção", explica o delegado João Beffa.

O produtor rural Flávio Henrique de Melo é uma das vítimas dos incêndios em canaviais. Nas terras dele ainda há fuligem e destruição deixadas pelo fogo que ele considerada ser criminoso. "A queima criminosa traz prejuízo assim com o quilo de açúcar, na época eu perdi 40. De açúcar em dinheiro 40%", conta.

Como na região de Ourinhos a queima da palha da cana está proibida queimar a cana é sinal de prejuízo. É necessário registrar boletim de ocorrência e aguardar os trâmites da papelada. O laudo da polícia que demora, em média, 20 dias é enviado à Cetesb, para autorizar o corte da cana queimada. Mas aí, a qualidade está comprometida. "A cana precisa ser cortada até 72 horas depois que ela é queimada", afirma o produtor.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Ourinhos explica que a associação está negociando com a Cetesb na tentativa de tornar o processo de notificação de área queimada mais simples e rápido. "Acreditamos que vai piorar ainda mais para os pequenos produtores devido ao período de seca, a cana ficando mais madura, aumentando a incidência de incêndios mais rápidos e mais graves", destaca Francisco Barros.

Uma das áreas de cana queimada estaria pronta para ser colhida só em setembro, mas o fogo destruiu tudo, ao todo, foram 34 hectares e o produtor só não teve um prejuízo maior, porque agiu rápido, evitando que a poucos metros o fogo se espalhasse.

Para evitar mais perdas, Germando Cândido que já sofreu três vezes com a ação de incendiários, mantém sempre perto dos locais de colheita um caminhão pipa. O último incêndio criminoso consumiu oito hectares de cana.

O produtor espera colher 170 mil toneladas de cana em 2.400 hectares plantados. No estado de São Paulo, a queima da palha da cana está proibida em áreas onde as máquinas entram, mas é autorizada em plantações em áreas inferiores a 150 hectares. já nas regiões de Ourinhos e Jaú, a queima não está sendo feita por ordem da Justiça Federal.


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