Cana: Mercado

Bunge diz que vai deixar de comprar cana-de-açúcar em terra sob litígio


Capital News - 23 nov 2012 - 07:59 - Última atualização em: 23 nov 2012 - 10:43

Após a organização Survival International denunciar que a Bunge estaria envolvida em um escândalo relacionado à produção de cana-de-açúcar no Brasil, a empresa do ramo alimentício com sede nos Estados Unido informou não ser a dona das áreas sob litígio e prometeu, a partir de 2013, descontinuar os contratos para a aquisição do produto produzido naquelas áreas.

A Survival International disse que, para benefício próprio, a Bunge afastou comunidades indígenas de suas terras, poluiu riachos e causou enfermidades e doenças aos índios Guarani, em Mato Grosso do Sul.

Segundo a denúncia, 225 índios da etnia Guarani estão com a saúde comprometida por conta da empresa. Pesticidas lançados pelos aviões estariam afetando a comunidade e máquinas foram deixadas para apodrecer em riachos, aos quais os guarani dependem para o acesso à água.

Confira a nota da Bunge na íntegra:

POSICIONAMENTO:

A Bunge não pode pré-julgar ou assumir situações diferentes daquelas configuradas legalmente nos títulos de imóveis. Este seria um comportamento inaceitável no estado democrático de direito.

O evento em discussão abrange determinados fornecedores de cana-de-açúcar da empresa que estariam produzindo em áreas que poderiam ser consideradas indígenas. É importante ressaltar que não são áreas de produção própria, e são contratos firmados antes da aquisição da usina Monteverde pela Bunge.

Esta situação ainda não está definida juridicamente. Quando houver decisão definitiva das autoridades competentes (homologação pela Presidência da República e registro em Cartório de Imóveis) a respeito da propriedade das terras, e esta for favorável aos indígenas, a empresa imediatamente tomará as providências necessárias à suspensão desses contratos. De qualquer forma, a companhia decidiu que descontinuará esses contratos nos seus respectivos vencimentos, a partir de 2013. Em qualquer desses cenários, buscará assegurar uma transição adequada para as centenas de trabalhadores e para as comunidades que seriam afetadas.

Atenciosamente,
Assessoria de Imprensa


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