Cana: Meio ambiente

Senadores querem submeter ao Plenário decisão sobre plantio de cana na Amazônia


Agência Senado - 15 mai 2013 - 14:23 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) está recolhendo assinaturas em favor de recurso para levar a Plenário projeto que autoriza o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia Legal, nas áreas desmatadas e também nos biomas cerrado e campos gerais (PLS 626/2011).

O texto foi aprovado na terça-feira (14) na Comissão de Meio Ambiente (CMA), em decisão terminativa, e o recurso para o exame em Plenário pode ser apresentado até a próxima terça-feira (21), com a assinatura de pelo menos nove senadores. Caso contrário, a matéria seguirá para a Câmara dos Deputados.

– Não faz nenhum sentido o plantio de culturas exóticas, principalmente monoculturas, na Amazônia. Há áreas em outras regiões, mais apropriadas para o cultivo de cana e produção de etanol. A Amazônia não foi feita para ser transformada em pasto ou em monocultura – alertou Randolfe Rodrigues, observando que as áreas já desmatadas deveriam ser recuperadas.

Além dos impactos ambientais, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), também contrário ao projeto, concorda com Randolfe e aponta prejuízos econômicos caso a proposta avance.

– Essa liberação, além dos prejuízos ambientais, também traz um prejuízo enorme na qualidade do nosso etanol no mercado mundial – disse, ao lembrar que a Amazônia Legal ficou de fora de zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar para evitar o Brasil seja acusado de produzir o biocombustível à custa da destruição da Amazônia, o que se reverteria em barreira comercial.

O parlamentar também refuta o argumento de que o projeto só autoriza a produção da cana em áreas já desmatadas.

– O projeto é claro, autoriza o plantio de cana em áreas já antropizadas, mas também nas áreas de cerrado e de campos gerais na Amazônia. Essas áreas, especialmente o cerrado, são extremamente ricas em biodiversidade e fundamentais para a Amazônia.

O texto, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), teve relatório do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) efoi aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), recebendo cinco votos a favor, dois contrários e uma abstenção.


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