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Cana: Meio ambiente

Após programa de redução de impacto ambiental, Atvos recicla 98% dos resíduos gerados

Empresa aumentou receita em R$ 1,6 milhão com a venda de sucata metálica e outros itens


Revista Época - 17 fev 2021 - 13:14

Na Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial, atualmente controlada pelo fundo americano Lone Star), os resíduos gerados pela atividade industrial deixaram de ser um problema e se tornaram uma solução rentável.

Segundo o diretor de operações e engenharia da Atvos, Celso Ferreira, isso só foi possível a partir de um intenso programa de conscientização junto aos funcionários da empresa, além de ações práticas como separação de resíduos por tipo, descontaminação de recipientes com produtos químicos, entre outras ações.

Em 2018, a empresa teve a ideia de mapear e quantificar a geração de resíduos em todas as unidades para mudar o destino do lixo. “Montamos grupos de trabalho com as áreas operacionais e lançamos metas ambiciosas já para a próxima safra”, diz Ferreira. “Seja com redução de resíduos, consumo de água ou energia, nós entendemos essas iniciativas como fundamentais para tornar a indústria mais sustentável”.

Deu certo. Na safra de 2019/20, 98% dos resíduos gerados pela Atvos foram reutilizados em compostagem, reciclagem, venda e logística reversa. Com a venda de sucata metálica, peças descartadas durante a manutenção de caldeiras, e demais materiais recicláveis, a empresa aumentou sua receita em cerca de R$ 1,6 milhão.

Esses resíduos gerados pela atividades industrial da companhia produzem dois tipos de materiais, explica o executivo: os não contaminados e os contaminados. Antes, os resíduos não contaminados, como papel, papelão, eram destinados para o descarte em aterros sanitários. Agora, esses materiais são vendidos como recicláveis.

Além disso, o volume de geração de resíduos contaminados, como óleo usado e resíduos dos ambulatórios de saúde da empresa, que exigem um processo mais complexo no descarte, caiu de 42 toneladas para cerca de 2,2 toneladas. Para isso, a companhia realizou a venda de materiais que inicialmente seriam incinerados e adotou a prática do coprocessamento, que consiste na queima de resíduos industriais que seriam descartados como fonte de combustível e energia para indústrias cimenteiras, por exemplo. Outra prática implementada foi a substituição de estopas por toalhas reutilizáveis para resíduos contaminados.

“Além do ganho ambiental, obtemos um faturamento adicional e uma redução no custo para o tratamento desse resíduo, que era feito por uma empresa contratada”, explica o diretor de operações da Atvos. Neste mês, a companhia deve estabelecer as próximas metas para a os próximos três anos em todas as unidades, com a expectativa de melhorar os índices atuais.

Com nove unidades agroindustriais espalhadas pelos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a companhia de 9 mil funcionários é a terceira maior processadora de cana-de-açúcar do país. Além disso, é a segunda maior produtora de etanol e também de energia elétrica gerada partir da biomassa.

Micaela Santos


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