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Cana: Meio ambiente

Polícia investiga se incêndios em plantações da Atvos no MS são de origem criminosa


MS Todo Dia - 10 jun 2019 - 08:06
Focos simultâneos em pontos distintos chamam atenção da polícia

A Polícia Civil de Costa Rica (MS) instaurou inquérito para apurar série de incêndios ocorridos em plantações de cana da usina Atvos, antiga Odebrecht Agroindustrial. De acordo com o delegado Alexandro Mendes de Araújo, a suspeita é de que os casos tenham origem criminosa. Ao todo, foram destruídos mais de 930 hectares nas regiões das saídas para Chapadão do Sul e Alcinópolis, na zona rural do município.

No sábado passado, os bombeiros foram acionados para controlar as chamas e constataram haver vários focos simultâneos, em pontos distintos. Nesta sexta-feira, houve outra ocorrência de incêndio combatida por brigadistas da usina. Conforme apurado, toda a colheita de cana é feita de forma mecanizada e a possibilidade de risco de incêndio, especialmente com focos simultâneos, é mínima.

Diante dos fatos, o delegado conduz inquérito e aguarda resultado de laudos periciais que podem auxiliar no esclarecimento dos fatos. Testemunhas relataram que no caso do sábado passado, um veículo foi visto perto da plantação momentos antes do fogo começar, motivo pelo qual não é descartada ação criminosa.

“Por haver possibilidade de ser incêndio de natureza criminosa, estamos apurando o caso com muito empenho, uma vez que este tipo de conduta não se justifica e causa grande prejuízo à empresa. É necessário uma conscientização por parte das pessoas no sentido de que, prejudicar a lavoura por meio de incêndio criminoso compromete não só a usina, mas parceiros, colaboradores e toda a comunidade costarriquense”.

Além disso, o delegado reforça que é preciso tomar cuidado em períodos de estiagem. “Quando o tempo está como agora, mais seco e arejado, favorece a propagação do fogo. Pedimos que a população que usa as rodovias, principalmente estradas vicinais que margeiam lavouras, que redobrem cuidados como não jogar lixo na beira da estrada e nem bitucas de cigarro que podem gerar a ignição e princípio do fogo”, disse.