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Açúcar: Mercado

USDA deve comprar 400 mil toneladas de açúcar no mercado doméstico


Agência Estado - 12 mar 2013 - 11:58 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve comprar açúcar no mercado doméstico este ano para impulsionar os preços e evitar inadimplência em empréstimos feitos a usinas de açúcar, de acordo com a economista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) Barbara Fecso. O USDA estima que precisaria comprar 400 mil toneladas de açúcar para puxar os preços para 'um nível aceitável', conforme a economista.

Os preços domésticos do açúcar oscilam a cerca de 20 cents/lb, o menor nível em quase quatro anos, colocando as empresas que produzem açúcar a partir de cana ou beterraba em risco de não cumprimento de empréstimos tomados quando os valores estavam mais elevados. 'Se esse nível de preço para o açúcar demerara se mantiver no vencimento de empréstimos em 1º de agosto, podemos esperar inadimplência', disse Barbara.

Mas em vez de esperar que os problemas ocorram, o USDA provavelmente se voltará para o Programa de Flexibilidade de Matéria-Prima (FFP, na sigla em inglês), descrito na Farm Bill de 2008 mas ainda não testado. Por meio do programa, o governo interviria no mercado para aumentar os preços, permitindo aos processadores o recebimento de um preço mais alto pelo açúcar que produzem e, assim, o pagamento dos empréstimos que tomaram.

A FFP exige que o USDA revenda o açúcar que compra aos produtores de etanol dos Estados Unidos, em um empurrão dos legisladores norte-americanos ao aumento do uso de biocombustíveis na produção doméstica de gasolina. Mas os produtores de etanol dos EUA não têm muito uso para esse açúcar, porque a maioria deles usa o milho como matéria-prima. Embora as unidades produtivas possam incluir algum volume de açúcar na mistura, os fabricantes de combustível renovável ganham dinheiro extra a partir dos subprodutos da produção de etanol de milho. 'As complicações logísticas diminuiriam o valor do açúcar para nós', disse Neal Kemmet, presidente e gerente-geral da Ace Ethanol, usina localizada em Stanley, no Estado do Wisconsin.

Para fazer com que produtores de etanol comprem o açúcar, a Corporação de Crédito de Commodities (CCC) do USDA deve vendê-lo com uma perda de cerca de 10 centavos de dólar por libra-peso, ou US$ 80 milhões no total, afirmou Barbara. 'Se adquirirmos (açúcar) em um mercado na baixa, temos de nos livrar dele, porque nós não queremos ficar com esse açúcar, então perderemos dinheiro', explicou a economista. 'Não importa como vamos passá-lo para frente, haverá alguma perda, então se o vendermos (para os produtores de etanol), pelo menos estaremos recebendo algo em troca.'

Antes da Farm Bill de 2008, o governo dava ou vendia qualquer açúcar confiscado por não pagamento de dívidas no mercado aberto. A última vez que houve inadimplência, em 2004, o custo para o governo foi de menos de US$ 1 milhão.

Por enquanto, o USDA está observando os preços do açúcar e avaliando se a intervenção será necessária. Os preços tem queda de 5,8% acumulada no ano. Ontem, o contrato maio de demerara fechou a 18,82 cents/lb na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A taxa média de empréstimo federal para o açúcar produzido a partir da cana foi de 18,75 cents/lb, enquanto a taxa para açúcar produzido a partir da beterraba foi de 24,09 cents/lb.

Em 1º de abril, a CCC deve anunciar se ativará o Programa de Flexibilidade de Matéria-prima neste ano. Se não ativá-lo nessa ocasião, a CCC ainda poderá reavaliar a necessidade do programa em 1º de julho. As informações são da Dow Jones.


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