Açúcar: Mercado

Redução do ICMS de combustíveis pode pressionar preço futuro do açúcar


Agência Estado - 06 jun 2022 - 09:24

Se for aprovado o projeto de limitar em 17% o ICMS de combustíveis, que já passou pela Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado, os preços do etanol podem cair e, consequentemente, pressionar o açúcar, afirma a S&P Global Commodity Insights.

A desvalorização do biocombustível faria com que o açúcar pudesse ser mais atrativo para usinas mesmo com preços mais baixos, o que tende a causar migração de mix do etanol para o adoçante.

“Simulando a redução de impostos em São Paulo, a S&P Global Commodity Insights estima que os preços da gasolina na bomba podem reduzir em até R$ 0,48/litro”, afirma a nota da companhia. “Se o etanol hidratado mantivesse a atual paridade de bombeamento com a gasolina, os preços do hidratado na usina poderiam ser reduzidos em até R$ 0,34/L, representando uma redução de 1,5 centavos (de dólar) por libra-peso em termos de açúcar equivalente, mantendo todo o resto inalterado”.

A companhia lembra que uma eventual queda da gasolina não teria a mesma intensidade em todos os estados, mas que na maior parte deles o incentivo fiscal do biocombustível seria eliminado.

O açúcar equivalente é o cálculo de qual deveria ser o preço do açúcar na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para que a produção do adoçante fosse tão lucrativa quanto a do etanol para as usinas. Nos cálculos da S&P Global, esse indicador poderia cair de 19,70 centavos de dólar por libra-peso para 18,20 centavos, se toda a redução do ICMS for repassada para a bomba.

“Teoricamente, isso deve reduzir o piso do açúcar, se assumirmos que a função do mercado é que os preços do açúcar sejam negociados próximos ou um pouco abaixo da paridade do etanol em um cenário de superávit na corrente de comércio global de açúcar”, pontua a análise.

Augusto Decker


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