Açúcar: Mercado

Nova York começa semana firme, mas correção no preço do açúcar não está descartada


Agência Estado - 28 set 2015 - 10:51

Os futuros de açúcar demerara iniciam a semana firmes na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Uma conjunção de fatores altistas colocou os preços acima de 12 cents por libra-peso na sexta-feira (25), e analistas avaliam que há espaço para mais ganhos nos próximos dias. Uma correção, entretanto, também não está descartada, uma vez que na última sessão a valorização foi de quase 5%.

Dá suporte ao mercado a perspectiva de produção menor no Centro-Sul do Brasil. Participantes ainda repercutem o relatório de quinta-feira da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que apontou fabricação 11% inferior no acumulado da safra 2015/16, com 20,8 milhões de toneladas. O documento destacou também que a temporada caminha para ser bem alcooleira. De abril até 15 de setembro, 58,5% da oferta de matéria-prima foi direcionada para o biocombustível, acima dos 55,6% de igual intervalo de 2014/15.

Ajuda também a apreciação do real ante o dólar, que começou ainda na quinta-feira e se intensificou na sexta. Com o Banco Central sinalizando que pode utilizar as reservas internacionais para conter a volatilidade do câmbio, a moeda norte-americana fechou a semana passada em R$ 3,9690 (-1,90%). Ainda assim, em setembro a valorização é de 9,25%, enquanto em 2015, de 49,49%.

Por fim, operadores passaram a considerar a possibilidade de novos atrasos nos trabalhos de moagem no Centro-Sul. Eram esperadas chuvas para a principal região produtora do País durante o fim de semana, por conta da passagem de uma frente fria. Conforme a Climatempo, a umidade deve continuar pelo menos até o dia 6 de outubro nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Áreas mineiras poderão observar até 100 mm a partir do dia 2 do mês que vem, diz a empresa de meteorologia.

Após praticamente duas semanas seguidas de tempo aberto, essas chuvas podem atrapalhar a colheita de cana. Em São Paulo, a situação já está delicada: de acordo com a Unica, a moagem pelas usinas paulistas está 20 milhões de toneladas aquém do registrado até setembro do ano passado.

Graficamente, os futuros iniciam a semana com suporte inicial em 12,28 cents/lb, mínima do dia 14. Abaixo aparecem os 12 cents/lb, enquanto para cima a resistência foi para os 12,50 cents/lb

Na sexta-feira, outubro subiu 55 pontos (4,92%) e fechou em 11,74 cents/lb. Março avançou 55 pontos (4,64%) e terminou em 12,41 cents/lb, com máxima de 12,44 cents/lb (mais 58 pontos) e mínima de 11,97 cents/lb (mais 11 pontos). Na semana, acumularam valorizações de 7,11% (mais 78 pontos) e de 6,06% (mais 71 pontos), respectivamente.

O spread outubro/março, que iniciara a semana passada em 74 pontos, fechou sexta-feira em 67 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

E pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos inverteram a mão novamente e passaram a deter saldo vendido em açúcar na semana encerrada em 22 de setembro. A posição passou de comprada em 7.468 lotes para vendida em 30.934 lotes.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a sexta-feira em R$ 53,28, alta de 0,70% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,43/saca (+2,68%).


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