Açúcar: Mercado

Morgan Stanley projeta preços mais altos para o açúcar


Notícias Agrícolas - 28 out 2015 - 08:55

A instituição financeira internacional Morgan Stanley trouxe algumas novas perspectivas positivas para os preços do açúcar baseadas em boas projeções para a demanda, apesar do dólar mais alto tornar os produtos mais caros para os compradores em outras moedas.

Com relação especificamente ao açúcar, a Morgan Stanley trouxe um alerta para que os investidores comprem nesse momento de "fraqueza dos preços e observem a história do déficit global da temporada 2015/16", o que deve fazer com que a produção mundial deva ficar, novamente, abaixo da demanda depois de consecutivos anos-safra de excedentes.

"Qualquer alta mais adiante do dólar pode pressionar ainda mais as cotações do açúcar, tornando-as mais atrativas para adicionar um 'comprimento' maior ao mercado", disse o analista Lee Jackson.

Os fundamentos para o açúcar foram "construtivos", como explica o analista, além da maior parte da cana-de-açúcar do Brasil ter sido destinada à produção de etanol ao invés de açúcar.

Nos primeiros 15 dias deste mês de outubro, o volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil alcançou 36,13 milhões de toneladas, 8,31% abaixo do resultado observado na mesma quinzena de 2014 (39,41 milhões de toneladas) e queda de 10,7% em relação ao valor verificado na última metade de setembro de 2015 (40,46 milhões de toneladas). Os dados são da Unica (União das Indústrias de Cana-de-Açúcar).

Esse recuo na moagem quinzenal se deve às chuvas que atingiram tradicionais áreas canavieiras em todo o Centro-Sul. Paraná e Mato Grosso do Sul foram os Estados mais afetados. As reduções na moagem e na qualidade da matéria-prima na primeira quinzena de outubro se refletiram no recuo imediato das produções dos principais derivados da cana-de-açúcar, ainda de acordo com a união.

No caso do açúcar, a produção somou 2,09 milhões de toneladas na primeira metade de outubro, abaixo das 2,36 milhões de toneladas fabricadas no mesmo período de 2014. No acumulado desde o início da atual safra até 16 de outubro, a fabricação de açúcar totalizou 25,35 milhões de toneladas, recuo de 7,65% em relação a igual período do ano passado.

Além desses fatores, o mercado internacional do açúcar observa ainda a possibilidade de uma retomada das importações da China, já que a produção local recuou, além de adversidades climáticas trazidas pelo El Ninõ ao Sudeste da Ásia prejudicando a produção do produto na Tailândia.

As previsões do Morgan Stanley para os preços do açúcar negociados na Bolsa de Nova York são de uma média de 15,20 cents de dólar por libra-peso nos três últimos meses de 2015 e dalgo na casa dos 17,30 cents ao longo de 2016.

Com edição adicional novaCana.com


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