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Açúcar: Mercado

Mercado de açúcar retoma trajetória de alta em Nova York


Agência Estado - 16 out 2015 - 11:11

Após oscilar ao longo do pregão e operar em queda pouco antes do fechamento, os contratos futuros do açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) reverteram a direção e encerraram a sessão de ontem em leve alta. O comportamento do dólar em relação ao real influenciou o pregão. A divisa norte-americana operou em alta até o meio da manhã, pressionando as cotações da commodity. Por volta das 11h, contudo, a agência de classificação de risco Fitch divulgou a revisão da nota do País de BBB para BBB-, com perspectiva negativa, e o dólar saiu de R$ 3,8750 para R$ 3,8120 perto do fechamento do açúcar na Bolsa de Nova York. O vencimento março da commodity ganhou 4 pontos (0,28%) e terminou a 14,13 cents por libra-peso.

Uma série de fatores baixistas ainda precisam ser acompanhados, como o clima seco na região Centro-Sul do Brasil acima da média para outubro e a melhor remuneração que o açúcar tem proporcionado às usinas, em relação ao etanol. Mas cresce no mercado a percepção de que os fundamentos que predominarão e ditarão o comportamento dos contratos futuros, no médio prazo e mesmo nas próximas sessões, são altistas.

A estimativa de déficit global de açúcar na temporada 2015/16 (outubro 2015 a setembro 2016), reiterada por várias consultorias nas últimas semanas, dá suporte a esta análise. Na quarta-feira, foi a vez da Datagro elevar sua previsão de déficit para 2,57 milhões de t em 2015/16, ante perspectiva inicial de 2,36 milhões de t. Índia e China devem produzir menos, mas espera-se que a China venha a consumir mais.

Além disso, não há perspectiva de novos investimentos no setor sucroalcooleiro do Brasil, maior produtor mundial de açúcar, para o próximo ano. Na quinta-feira passada, dia 8 de outubro, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) divulgou dados de moagem, informando que o volume de cana-de-açúcar processada desde o início da safra 2015/16 até o final de setembro ficou praticamente idêntico ao registrado na temporada passada, 444,3 milhões de toneladas.

Na avaliação do analista Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, o setor precisaria ter um crescimento anual de sua produção de cana-de-açúcar de 5% a 6%, de modo a atender à demanda nacional da frota de veículos que utiliza etanol e à demanda global de açúcar, que cresce 2,2% ao ano.

Há ainda, como pano de fundo, as cotações internacionais do petróleo, que vinham caindo nos últimos dias, sinalizando ao mercado a possibilidade de usinas priorizarem a produção de açúcar em detrimento da de etanol. Ontem, na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para novembro fecharam a US$ 48,71 por barril, em baixa de US$ 0,44 (0,90%). Já os contratos do Brent para dezembro fecharam a US$ 49,73 por barril, em alta de US$ 0,04 (0,08%).

Porém, analistas deste setor não estão mais tão pessimistas em relação aos preços da commodity, com a perspectiva de redução na produção de petróleo que pode dar suporte às cotações e, consequentemente, beneficiar a produção de etanol.

Hoje, o Commodities Futures Trading Comission (CFTC) divulga os dados sobre o posicionamento de fundos de índice na ICE Futures US. A cotação entre o primeiro e o segundo vencimento na ICE segue invertida, com o contrato maio/16 valendo menos do que o março/16. O spread março/maio se manteve em 20 pontos ontem, tal qual na quarta-feira. Essa inversão é avaliada por analistas como indicativo de que os fundos estão entrando fortemente comprados.

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Após ter rompido a resistência dos 14 cents no último 9 de outubro e manter a trajetória de alta nesta semana (à exceção do pregão de terça-feira), as próximas resistências a serem batidas são os 14,42 cents (de 19 de maio) e 14,94 cents (de 12 de maio). Mas analistas acreditam que até dezembro as cotações da commodity devem romper a barreira dos 15 cents, verificada pela última vez em março deste ano.

A queda acentuada ao longo da sessão de ontem, de 14 pontos no meio do pregão, e a recuperação ao fim da sessão, encerrada com ganho de 4 pontos, mostra o vigor dos participantes.

O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou R$ 64,49/saca (+0,94%). Em dólar, o preço ficou em US$ 16,97/saca (+1,43%).


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